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Bortoleto diz que carros novos são mais desafiadores e F1 precisa de escapadas

Bortoleto diz que carros de 2026 estão mais ariscos, com mais escapadas; regulamento muda e equipes devem chegar a Melbourne sem carro 100% pronto

Gabriel Bortoleto durante os testes de pré-temporada da F1 2026 — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images
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  • Bortoleto afirma que, com as mudanças de regulamento para 2026, é provável que nenhuma das 11 equipes chegue a Melbourne 100% pronta para a abertura da temporada.
  • O piloto da Audi diz que os carros novos devem exigir adaptação, com algumas equipes mais adiantadas do que outras nos testes de pré-temporada no Bahrein.
  • Segundo ele, a sensação é de “mudar de categoria”: o motor é novo, o chassi é novo e a equipe passa a produzir seu próprio motor a partir de 2026.
  • A pilotagem também muda, com menos downforce e carros mais ariscos, o que pode resultar em mais escapadas nos primeiros Grandes Prêmios.
  • Bortoleto destaca a importância do feedback do piloto e o papel da equipe no desenvolvimento, dizendo que o melhor sensor é o piloto e que está motivado com o projeto da Audi na F1.

Gabriel Bortoleto, piloto da Audi F1, afirma que os novos carros da temporada 2026 devem exigir adaptação intensa de pilotos e equipes. Em entrevista exclusiva ao ge.globo durante os testes de pré-temporada no Bahrein, ele destaca que as mudanças no regulamento impactam o desempenho desde o início.

Segundo o brasileiro, a mudança de chassi e motor é tão significativa que pode impedir que as 11 equipes entrem em Melbourne, no começo da temporada, 100% prontas. A percepção surge após os dias de treinos no Bahrein, ainda em fase de desenvolvimento.

Bortoleto lembra que, nos últimos anos, gradualmente ficou mais comum ver estreias em novas frentes. Em 2023 ele entrou na F3 e, em 2024, foi campeão na F2. Em 2025, testou pela Sauber, que passa a se chamar Audi F1 Team a partir de 2026.

Mudanças técnicas e estilo de pilotagem

O piloto diz que a sensação é de mudança de categoria, com motor e carro novos. A preparação continua parecida, mas pontos de atenção mudam, especialmente na área de propulsão, já que a Audi desenvolve seu próprio motor.

Bortoleto explica que o carro 2026 terá menos downforce e será mais arisco, exigindo mais controle na traseira e, possivelmente, mais escapadas nos primeiros GPs. O objetivo é manter a performance com o novo equilíbrio aerodinâmico.

Adaptação e papel do piloto

O brasileiro destaca que a experiência com equipes é fundamental. Mesmo com muita tecnologia, ele afirma que o melhor sensor é o piloto, que fornece feedback direto aos engenheiros para aprimorar o carro.

Ele comenta ainda sobre a relação com a equipe: a Audi tem histórico de desenvolver pilotos que chegam a vencer títulos. A partir de 2026, Bortoleto deverá colaborar no desenvolvimento financeiro e técnico do carro.

Cena de pré-temporada

Durante os dias de shakedown no Bahrein, a comunicação com engenheiros é frequente, e o feedback do piloto ganha peso na calibragem de sistemas e na gestão de energia. O objetivo é chegar ao grid com o melhor equilíbrio possível.

Os treinos na região seguem até sexta-feira, com a transmissão da etapa final ao vivo no Sportv 3 e cobertura em tempo real do ge. O público acompanha os passos de evolução do carro e do time.

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