- Hamilton e Verstappen criticaram o excesso de gerenciamento de energia no novo carro da Fórmula 1 de 2026.
- A pré-temporada ficou difícil de interpretar, já que as equipes evitam revelar favoritismo e há menos ilusões com resultados prévios.
- Há polêmica sobre a taxa de compressão dos motores da Mercedes, que atraiu atenção de rivais durante os testes no Bahrein.
- Verstappen classificou o novo modelo como “Formula E com esteroides” e disse que não gosta de passar a corrida gerenciando energia.
- O GP da Austrália deve esclarecer a nova hierarquia, com Bortoleto apontando melhoria ainda não atingindo o potencial total e pilotos como Stroll reclamando de desempenho superior a quatro segundos dos líderes.
A pré-temporada da Fórmula 1 de 2026 gera críticas entre pilotos, com Hamilton e Verstappen destacando o peso da gestão de bateria e a dificuldade de pilotar no limite. Os dois tentam entender se o novo regulamento reduz o prazer de pilotagem em relação ao ano anterior.
Especialistas e jornalistas apontam que a leitura dos testes ainda é complexa, já que as equipes mantêm boa parte das informações sob sigilo. A maioria fechou o ano com balanços positivos, reduzindo a necessidade de iludir patrocinadores para manter investimentos. A ambiguidade ficou evidenciada no Bahrein.
No primeiro dia de testes, Toto Wolff indicou que a Red Bull lidera em produtividade, enquanto Verstappen disse que o carro da Mercedes não está apenas atrás na parte de desempenho, mas também envolve a polêmica sobre a taxa de compressão dos motores. O piloto afirmou que o modelo atual exige gerenciamento excessivo de energia.
Hamilton também criticou as regras, afirmando que a complexidade pode tornar a competição menos previsível. Em entrevista ao ge, o piloto sugeriu que a novidade pode dificultar o entendimento do público. Outros pilotos, como Bortoleto, destacaram que os carros ainda evoluirão e podem chegar mais perto do potencial máximo.
A preparação evidenciou que o grid tem dois polos: os favoritos, que mantêm domínio, e rivais que avançam, como a Audi, que mostrou progressos com o segundo dia de treino. Lance Stroll, da Aston Martin, reclamou de uma distância significativa para os líderes.
O que se observa nos dois primeiros dias é uma janela de mudanças: o equilíbrio entre eficiência energética e performance em pista. O debate sobre o verdadeiro impacto dos motores Mercedes divide o paddock e aumenta as apostas para Melbourne.
A expectativa pelo GP da Austrália cresce, com pilotos prontos para medir mudanças de equilíbrio entre equipes. Os relatos indicam que a temporada pode exigir adaptação rápida ao novo conceito de pilotagem, com entrevistas prometidas após a corrida.
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