- Nicole Silveira terminou em 11º lugar no skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milao-Cortina 2026, seu melhor resultado olímpico.
- A posição a coloca entre as melhores do Brasil na história do inverno, superando o 13º posto de Pequim 2022.
- A atleta destacou que o ciclo de quatro anos foi muito equilibrado e que o nível de competitividade está alto.
- Ela revelou ter enfrentado dificuldades na pista meses antes da prova, especialmente na parte superior, mas alcançou desfecho consistente nas descidas.
- O foco atual é desenvolver jovens de 15 a 17 anos para fortalecer o skeleton brasileiro, com vistas às Olimpíadas de Inverno da Juventude de 2028.
Nicole Silveira alcançou um feito histórico para o Brasil no skeleton ao terminar em 11º lugar nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A posição representa o melhor resultado olímpico da atleta em quadriênio de competição recente e coloca o Brasil entre as maiores performances da modalidade no país.
A gaúcha, de 30 anos, superou o 13º lugar obtido em Pequim 2022, em um ciclo considerado entre os mais equilibrados da história do skeletom. Silveira destacou que o nível de competitividade entre as Top-12 aumentou, tornando a marca ainda mais relevante.
Ela revelou ter enfrentado dificuldades na parte superior da pista meses antes da prova, a que chamou de técnica. No entanto, manteve desempenho consistente nas descidas e chegou entre as melhores do mundo, segundo sua avaliação.
A resultante histórica ganhou respaldo ao destacar a importância de investir em novas gerações. Silveira apontou os Jogos Olímpicos da Juventude de 2028 como próximo marco, com o objetivo de identificar jovens de 15 a 17 anos para ampliar a presença brasileira no gelo.
A atleta acredita que a evolução acompanha o amadurecimento de talentos nacionais no skeleton, esporte ainda emergente no Brasil. Com o destaque olímpico, cresce o interesse em desenvolver uma base sustentável para as futuras edições.
Desenvolvimento e legado
O desempenho de Silveira é visto como referência para o futuro do esqui de pista no Brasil. Ela reforçou a necessidade de programas de base que atraiam jovens ao skeleton, com foco em ciclos olímpicos de longo prazo.
Nesse contexto, a proposta é mapear talentos jovens e aprimorar a formação técnica e física, buscando ampliar o número de atletas brasileiros competindo em nível internacional no gelo. A meta é fortalecer o fluxo de atletas entre categorias de base e elite.
A atleta também mencionou a importância de manter o Brasil competitivo durante os próximos ciclos, enfatizando planejamento, estrutura de apoio e acompanhamento técnico para as novas gerações.
Entre na conversa da comunidade