- A Cadillac sofreu quebras em dois dos três dias de testes no Bahrein, fechando a primeira semana com 320 voltas, pouco acima de Alpine e Mercedes e atrás de Haas; Bottas e Pérez completaram várias voltas, com Wilson de Pérez acionando bandeira vermelha em um dia.
- Na avaliação de tempos, a Cadillac teve a oitava posição no segundo dia com Bottas, mas ficou mais de 3 s atrás da volta mais rápida na abertura e no encerramento dos testes.
- A Aston Martin encerrou a semana com 206 voltas, a menor quilometragem entre as equipes, e expressou frustração com o começo de 2026; Fernando Alonso e Lance Stroll destacaram desafios no desenvolvimento.
- Existem rumores sobre o motor da Honda, que forneceria a Aston Martin, com suposto superaquecimento, embora Alonso tenha minimizado esse ponto; a fabricante admitiu atrasos no desenvolvimento de sua unidade de potência.
- A Haas liderou em quilometragem, com 390 voltas, sem grandes problemas mecânicos, enquanto a Cadillac mantém o foco em ajustar a dirigibilidade e a confiabilidade da nova plataforma.
A Aston Martin e a Cadillac encerraram a primeira semana de testes da F1 2026 no Bahrein em alerta. Os dois times tiveram problemas mecânicos ao longo da rodada, que já apresenta sinais de dificuldades para as novas propostas técnicas, tanto para o carro quanto para o pacote de motor.
A Cadillac, estreante no grid, mostrou desempenho misto. O melhor tempo do segundo dia foi registrando por Valtteri Bottas, mas a equipe ficou mais de 3 segundos atrás do tempo mais rápido nos momentos de abertura e fechamento dos testes. Além disso, a quilometragem total ficou baixa: dois dos três dias terminaram com falhas que interromperam a atividade.
Na sexta-feira, Bottas precisou parar no início da sessão da manhã e só retornou perto do final, completando 37 voltas. À tarde, Sergio Pérez assumiu o cockpit e somou 67 giros, totalizando 104 pela Cadillac no conjunto da semana. Ao fim, a equipe fechou com 320 voltas no total, a quarta menor do grid, atrás de Alpine, Mercedes e Aston Martin.
Desempenho e perspectivas
A Aston Martin, com Fernando Alonso e Lance Stroll, encerrou a semana com a menor quilometragem entre as equipes, 206 voltas, e enfrentou frustrações recorrentes. Stroll comentou que a pintura do AMR26 é o aspecto mais positivo do carro neste momento, enquanto Alonso e outros dirigentes sinalizaram atraso de desenvolvimento estimado em meses.
Relatos internos apontam que o novo motor, em parceria com a Honda, pode ter contribuído para cartões de desempenho abaixo do esperado, embora a equipe negue falhas específicas nesse sentido. A direção da equipe ressaltou que o carro tem base para evoluir, mas reconheceu o desafio de integrar novos componentes e parceiros.
A Haas destacou-se pela alta quilometragem, com 390 voltas, sem problemas mecânicos perceptíveis, o que contrasta com os percursos de Cadillac e Aston Martin. O time americano indicou que houve atenção ao feedback dos pilotos sobre dirigibilidade, mas que, ainda sem corridas de desempenho, há muito trabalho pela frente para transformar as observações em melhorias práticas.
O próximo ciclo de testes da Fórmula 1 ocorre na semana seguinte, com a FIA acompanhando de perto os avanços e ajustes. As equipes voltam a testar no Bahrein, buscando reduzir falhas, ampliar a confiabilidade e avançar no desenvolvimento dos novos propulsores e chassis.
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