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F1: Ferrari testa dispositivo aerodinâmico inovador no Bahrein

Ferrari testa no Bahrein dispositivo aerodinâmico inovador (FTM); uso pelos rivais exigiria redesenho completo da traseira dos carros.

O monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, pilota no primeiro dia de testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein, em 18 de fevereiro de 2026. (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)
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  • A Ferrari testou o dispositivo aerodinâmico inovador, apelidado de FTM, no SF-26 durante a sessão de pré-temporada no Bahrein, com Charles Leclerc pela manhã e Lewis Hamilton à tarde.
  • O recurso foi instalado em uma área permitida pelas regras, até 60 mm do eixo, após reposicionar o diferencial na traseira.
  • A iniciativa aproveita o espaço sob a estrutura deformável, liberando área para o novo recurso.
  • A mudança está vinculada às novas unidades de potência de 2026, nas quais o motor a combustão interna também funciona como gerador de eletricidade, mantendo o V6 em rotações elevadas e gases de escape constantes, o que potencializa a asa.
  • Se comprovada a vantagem, rivais teriam que redesenhar a traseira de seus carros para adotar solução semelhante, representando desafio logístico e financeiro.

A Ferrari surpreendeu o paddock da Fórmula 1 nesta quarta-feira, no Bahrein, ao apresentar um dispositivo aerodinâmico inovador instalado no SF-26, o carro de 2026. O componente foi acoplado em frente ao tubo de escape durante a sessão de testes em Sakhir. Charles Leclerc foi o primeiro a testar a novidade, com Lewis Hamilton assumindo o cockpit no período da tarde.

O recurso, apelidado de FTM pela equipe de Maranello, chamou a atenção das concorrentes desde o início. A peça foi instalada em uma área permitida pelas regras, desde que não ultrapassasse 60 mm do eixo. A Ferrari explicou que a inovação decorre de um reposicionamento do diferencial, deslocado para a traseira para liberar espaço sob a estrutura deformável.

Detalhes técnicos

A equipe aponta que a novidade está conectada às novas unidades de potência de 2026, cuja arquitetura exige que o motor a combustão interna também funcione como gerador de energia. Esse arrangement mantém o V6 em rotações elevadas, gerando gases de escape constantes mesmo em curvas de baixa e média velocidade, o que potencializa a função da nova asa.

A expectativa é de que, se a tendência se confirmar, outras escuderias enfrentarão um desafio logístico e financeiro significativo para reproduzir a solução. Implementar um recurso similar exigiria redesenhar a parte traseira dos carros.

Avaliação inicial e próximos passos

O impacto do FTM no desempenho do SF-26 ainda depende de validação em pista durante a temporada de 2026. A Ferrari, contudo, já firmou posição como alvo de curiosidade tecnológica na pré-temporada, ao apresentar uma solução inspirada no equilíbrio entre aerodinâmica e eficiência energética. O assunto continua em observação pelas equipes e pela imprensa especializada.

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