- A Ferrari apresentou, durante os testes de pré-temporada no Bahrein, uma asa traseira com giro de 270°, apelidada pelo chefe Frederic Vasseur de “Macarena”.
- O objetivo é indicar que a peça pode estrear no GP da Austrália, marcado para 8 de março, embora ainda não haja confirmação oficial.
- O piloto Lewis Hamilton guiou o carro pela manhã, mas saiu com apenas cinco voltas devido a problemas de chassi; à tarde ele voltou com a asa tradicional, completando 78 voltas.
- Segundo Vasseur, as equipes seguem investindo em melhorias, e nem tudo que muda fica visível aos olhos; a Ferrari admite que houve falhas e que estão preparando peças para Melbourne.
- A asa funciona com um giro da aleta superior além de 90 graus, totalizando 270 graus, movida pelo modo de reta do sistema de aerodinâmica ativa, visando aumentar downforce e reduzir o arrasto.
Durante os testes de pré-temporada da F1 no Bahrein, a Ferrari chamou a atenção ao apresentar uma asa traseira com giro de 270°. O design inovador foi mostrado na manhã de quinta-feira, último dia da segunda rodada de testes. A equipe ainda não confirmou a estreia definitiva na disputa de Melbourne.
O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, brincou que o dispositivo deveria receber o apelido de “Macarena”, referência à dança. O trocadilho foi feito ao canal Canal+, explicando o motivo do nome pelo movimento similar dos braços da dança e da asa.
Vasseur ressaltou que a novidade não indica superioridade frente aos rivais, admitindo que outras escuderias também desenvolvem melhorias visíveis e invisíveis. A meta é medir confiabilidade e desempenho sob condições reais de pista.
Quem dirigiu o carro na sessão matinal foi Lewis Hamilton, que devido a problemas de chassi completou apenas cinco voltas. À tarde, a equipe retomou com a asa tradicional, abrindo para 90º, e o britânico completou 78 voltas sem falhas.
Segundo o dirigente, o conjunto apresentou boa confiabilidade ao longo do dia. A Ferrari informou ter percorrido um volume de testes acima do previsto, estimando cerca de 5.000 quilômetros. Ainda houve interrupção matinal de três horas por um contratempo.
Como funciona a novidade
A asa, situada na aleta superior, gira além de 90º, totalizando 270º com o modo de reta ativado pelo sistema de aerodinâmica ativa, uma das mudanças regulatórias de 2026. A tecnologia visa aumentar downforce e reduzir o arrasto, melhorando estabilidade nas curvas e velocidade em retas.
Especialistas apontam que o efeito de maior downforce pode melhorar a aderência, enquanto a redução de arrasto favorece o ritmo em linha reta. Contudo, a Ferrari ainda não confirmou se a peça será utilizada no campeonato em Melbourne.
Próximos passos
A equipe informou que continuará com ajustes e a produção de peças para a corrida de Melbourne. A expectativa é avaliar o desempenho da asa em condições de corrida, com foco em confiabilidade, eficiência aerodinâmica e estratégia de longas jornadas.
Entre na conversa da comunidade