- A Rússia disputará as Paralimpíadas de Inverno com bandeira própria, sem símbolo nacional. A Ucrânia anunció boicote à cerimônia de abertura.
- O país não tem o símbolo nacional em competições internacionais desde 2014, quando veio à tona um grande esquema de doping sancionado pelo Estado.
- Em fevereiro, o Comitê Paralímpico Internacional enviou seis convites à Rússia e quatro a Belarus, provocando reações mistas entre as delegações.
- No evento em curso, atletas russos e bielorrussos competem sob status neutro, sem bandeira ou hino, prática já adotada em Pequim 2022 e Paris 2024.
- A suspensão pode abrir caminho para participação com status original nas Olimpíadas de Los Angeles em 2028; o The Times afirma que a participação é “inevitável”, com avanço nas Paralimpíadas de 2026.
O Comitê Paralímpico Internacional (CPI) autorizou a Rússia a competir com bandeira própria nas Paralimpíadas de Inverno, enquanto a Ucrânia anunciou boicote à cerimônia de abertura. A competição ocorre até o domingo próximo, em local ainda não confirmado pela organização.
A decisão envolve o uso de uma bandeira do CPC (Comitê Paralímpico) russo, sem símbolos nacionais. Belarus recebeu convite similar. A Ucrânia, por sua vez, não enviará autoridades à abertura, mas atletas ucranianos participarão.
O caso guarda relação com a suspensão russa de 2022, por violar a trégua olímpica durante a guerra com a Ucrânia. A suspensão afetou várias competições, incluindo Jogos Olímpicos e Inverno desde 2022.
De acordo com a agência AFP, seis convites foram enviados à Rússia e outros quatro a Belarus, anunciados na última quarta-feira. Delegações russas e belarussas comemoraram; a Ucrânia optou pelo boicote.
Durante os Jogos de Inverno em curso, atletas russos e belarussos competem como neutros, sem bandeira ou hino. A mesma prática ocorreu em Pequim 2022 e Paris 2024.
O movimento pode criar um precedente para participação desses países com status original nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. A cobertura da imprensa internacional aponta esse cenário como possível.
O jornal The Times, citado pela TASS, aponta participação “inevitável” em Los Angeles, caso o avanço das ações ocorra. O texto também destaca o retorno nos Jogos Paralímpicos de 2026 como passo relevante.
A decisão do CPI foi recebida com reações mistas. Enquanto parte das delegações apoiou, a Ucrânia manteve o posicionamento de boicote, enfatizando a continuidade do conflito.
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