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Milão-Cortina muda o status do Brasil no esporte de inverno

Brasil amplia presença em Milão-Cortina: recorde de delegação, pódio inédito e novas parcerias sinalizam atualização de patamar no inverno

Da esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
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  • Brasil apresenta a maior delegação da história em Milão-Cortina, com 14 atletas convocados mais um reserva.
  • O país ficou no top-20 em cinco provas, em quatro modalidades diferentes, avanço frente a 2022, quando houve apenas dois.
  • Destaque histórico no bobsled: a equipe terminou em 19º lugar no 4-man, melhor resultado brasileiro em Olimpíadas de Inverno.
  • No skeleton, a gaúcha Nicole Silveira ficou em 11º, seu melhor desempenho olímpico, consolidando presença brasileira na prova.
  • Planos para o futuro: atletas seniores sinalizam renovação e mentoria para a próxima geração, com foco em 2030 e jovens como Lucas Pinheiro, Manex Silva, Duda Ribera e Augustinho Teixeira.

O Brasil encerrou Milão-Cortina 2026 com a participação mais expressiva em Jogos de Inverno. A delegação, de 14 atletas mais um reserva, superou o recorde anterior de Sochi-2014, que tinha 13 atletas. O país teve presença no top-20 em cinco provas, em quatro modalidades diferentes, e conquistou a primeira medalha de ouro da história no slalom gigante masculino.

A maior surpresa ficou com Lucas Pinheiro Braathen, que garantiu o ouro no slalom gigante. Outras marcas relevantes incluem o 19º lugar do quarteto brasileiro no 4-man de bobsled, o melhor resultado do Brasil em uma final olímpica nessa modalidad. No skeleton, Nicole Silveira terminou em 11º, sua melhor participação olímpica. No snowboard halfpipe, Patrick Burgener ficou em 14º, e Augustinho Teixeira em 19º.

A renovação da equipe foi marcada pela atuação de atletas jovens, visando o ciclo de 2030. Edson Bindilatti, aos 46 anos, encerra a carreira olímpista, passando o bastão a Gustavo Ferreira, de 23, que deve liderar a equipe em 2030. Nicole Silveira, com 31 anos, mira identificar jovens de 15 a 17 anos para fortalecer o skeleton e ampliar a presença no gelo.

Desempenho e patrocínios

Lucas Pinheiro, aos 25, aparece como aposta principal para o próximo ciclo, ao lado de Manex Silva, 23, e Duda Ribera, 21, no esqui cross-country. Augustinho Teixeira, com 20, também é visto como nome promissor. A delegação contou com jovens com potencial para 2030, ampliando o leque de modalidades representadas pelo país.

Perspectivas para o ciclo 2026-2030

Entre as apostas futuras estão Gaia Brunello (biatlo), Lucas Koo (patinação de velocidade) e Zion Bethonico (snowboard cross). Eduardo Strapasson (skeleton) e Priscila Cid (snowboard halfpipe) também aparecem como nomes para monitoramento. A atuação de atletas jovens em Milão-Cortina sustenta o planejamento para as próximas edições.

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