- Oscar Piastri diz que a recuperação de energia terá “muitas anomalias” na F1 de 2026, especialmente em pistas com poucas zonas de frenagem, como Melbourne.
- Andrea Stella, chefe da McLaren, concorda e espera que cada circuito tenha desempenho diferente na gestão da energia, o que pode alterar a ordem das equipes.
- A mudança regulatória elevou a participação da energia elétrica para cerca de cinquenta por cento da potência total, com a potência elétrica aumentando de 120 kW para 350 kW.
- Pilotos precisam recuperar bem mais energia do que na temporada anterior, o que gerou críticas de Hamilton e Verstappen.
- A FIA realiza checagens técnicas durante os testes de pré-temporada, com novas revisões previstas à medida que surgirem mais dados.
Oscar Piastri, piloto da McLaren, afirma que a recuperação de energia terá falhas em vários circuitos na Fórmula 1 de 2026, especialmente em pistas com poucas zonas de frenagem. O alerta foi feito durante a pré-temporada, em meio a dúvidas sobre o novo equilíbrio entre potência elétrica e motor a combustão.
O chefe da equipe, Andrea Stella, compartilha a preocupação e reforça que a gestão de energia pode alterar a ordem entre as equipes conforme o traçado de cada pista. Em Barcelona, o primeiro teste da McLaren mostrou maior dificuldade nesse aspecto do que no Bahrein.
A grande mudança regulatória deste ano elevou a participação da energia elétrica para aproximadamente metade da potência total do motor, subindo a potência elétrica de 120 kW para 350 kW. Pilotos passaram a exigir recuperação de energia com mais intensidade.
Essa maior exigência tem gerado críticas de pilotos de ponta, incluindo Lewis Hamilton e Max Verstappen, que comentaram sobre as dificuldades com o novo carro. Verstappen chegou a comparar o veículo a uma Fórmula E com potentes ajustes.
Piastri destacou que, dependendo do traçado, ajustes como superclipping ou lift and coast podem não ser suficientes para manter a energia durante a prova. Em Melbourne, energia pode se esgotar rapidamente se a pilotagem não for ajustada.
Stella ressalta que as diferenças entre circuitos devem mudar a ordem das forças das equipes. Segundo ele, a recuperação de energia foi mais exigente no primeiro teste em Barcelona do que no Bahrein, onde a frenagem facilita o processo.
Para a Austrália, o Circuito de Albert Park, com ruas e poucas zonas de frenagem, tende a tornar a gestão de energia ainda mais desafiadora. Stella espera maior foco dos pilotos na estratégia de uso da potência ao longo da prova.
A FIA acompanha de perto a evolução do gerenciamento de energia, avaliando o impacto do novo regulamento. Mesmo sem alterações imediatas, a entidade confirmou checagens técnicas durante os testes de pré-temporada, com novas revisões previstas à medida que surgirem mais dados.
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