- Aston Martin planeja abandonar o GP da Austrália por problemas no motor, com Alonso e Stroll ainda na classificação devido a compromissos contratuais.
- A etapa de abertura está marcada para 8 de março, com a possibilidade de recolher os carros aos boxes após algumas voltas.
- A pré-temporada foi marcada por falhas, com pouca quilometragem em Barcelona e Bahrein e fim antecipado dos testes em duas horas e meia.
- A Honda informou que vibrações na combustão danificaram a bateria, o que causou o desligamento de Alonso no penúltimo dia de testes.
- Para largar, a equipe precisa registrar tempo dentro de 107% da pole; caso não atinja, pode solicitar autorização especial aos comissários.
A Aston Martin pode abandonar o GP da Austrália de F1 neste início de temporada, marcado para o fim de semana de 6 a 8 de março. A decisão seria motivada por problemas na unidade de potência, que afetaram os planos de atuação da equipe em Melbourne. A pista australiana seria o cenário da abertura de 2026.
Segundo informações, a equipe de Silverstone cogitou sequer competir na prova. Contudo, por compromissos contratuais, Fernando Alonso e Lance Stroll devem participar da classificação e alinhar no grid, com a possibilidade de recolher os carros aos boxes após algumas voltas.
Testes marcados por dificuldades na Aston Martin
A pré-temporada revelou falhas na unidade de potência. Em Barcelona, a Aston Martin completou apenas o último dia dos cinco previstos. No Bahrein, a escuderia registou a menor quilometragem entre as equipes e trabalhou grande parte do tempo na garagem, encerrando as atividades duas horas e meia antes do previsto.
As falhas geraram preocupação com o estoque de peças da fornecedora japonesa. Com isso, a equipe estudou a possibilidade de declarar motivo de força maior para justificar eventual ausência na corrida, embora a isso não tenha havido confirmação.
Aspectos contratuais e viés da imagem
A saída da prova inaugural implicaria multa prevista no Pacto de Concordia, acordo entre as equipes do grid. Além do custo financeiro, a ausência poderia agravar o desgaste da imagem do projeto, que iniciou o ano com expectativas de disputar posições mais competitivas.
A Aston Martin, portanto, busca cumprir as exigências mínimas do regulamento para largar. Para isso, é necessário registrar tempo dentro de 107% do tempo da pole. Caso não alcance, ainda pode solicitar autorização aos comissários para alinhar no grid.
Causa das falhas e próximo passo
A Honda, fornecedora da potência, informou que vibrações durante a combustão prejudicaram a bateria. Alonso precisou interromper a atividade no penúltimo dia de testes devido ao defeito, que a fabricante investiga se está na bateria ou em outras peças associadas.
A solução pode demorar, o que mantém incertezas sobre a abertura de 2026 para a Aston Martin. A equipe segue avaliando cronogramas e estratégias para o GP da Austrália, enquanto aguarda avanços na solução técnica.
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