- A Aston Martin planeja abandonar o GP da Austrália de domingo (8) em poucas voltas, por problemas no motor Honda, conforme o Autosport.
- A ideia de não participar surgiu devido às falhas da unidade de potência, que levou a Honda a ficar sem peças, e a equipe cogitou alegar motivos de força maior.
- A decisão seria competir na classificação e buscar a regra dos 107%, com possibilidade de pedir uma permissão especial aos comissários.
- Se mantiver o plano, a Aston Martin entraria apenas com algumas voltas na corrida, chamando Alonso e Stroll aos boxes ao longo do evento.
- A Honda criou um comitê de crise em Sakura; Andy Cowell e Adrian Newey estão envolvidos, e a vibração na parte de combustão pode ter danificado a bateria.
Aston Martin planeja abandonar o GP da Austrália de domingo em poucas voltas, em meio a uma crise com o motor Honda. A informação é do site Autosport, que aponta falhas recorrentes na unidade de potência como principal motivo para a decisão da equipe de Silverstone.
A equipe passou por uma pré-temporada conturbada, com poucos tempos de volta nos testes. Em Barcelona, só foi à pista no último dia do bloco; no Bahrein, foi a escuderia com menos voltas, encerrando uma sessão com apenas 2h30 para o fim.
No relato, a falta de confiança no motor Honda aparece como fator crucial. A Aston Martin estudou a possibilidade de não competir na abertura do campeonato, citando “motivos de força maior” para justificar ausências. Entende-se, porém, que haveria compensações contratuais.
Persistência de planos e opções
Caso mantenha a participação, a equipe planeja disputar a classificação e lutar pela margem de 107% para entrar no grid. Se não conseguir tempo suficiente, pode solicitar uma permissão especial aos comissários, decisão que fica a cargo do órgão de F1.
Ainda de acordo com o site, a Aston Martin decidiria apenas por algumas voltas na corrida, antes de concluir o retorno aos boxes com os carros de Fernando Alonso e Lance Stroll.
Contexto técnico e organizacional
A Honda informou que vibrações na parte de combustão teriam causado danos à bateria, contribuindo para incidentes durante os testes, inclusive com Alonso abandonando uma sessão. A empresa investiga se o problema está na bateria ou em componentes que gerem vibração.
Um comitê de crise foi criado em Sakura, com Andy Cowell liderando as estratégias e Adrian Newey em contato direto com a equipe japonesa. O objetivo é definir soluções rápidas para a unidade de potência.
O que está em jogo no GP da Austrália
O GP da Austrália abre a temporada de 2026, marcada pela estreia da Cadillac na F1 e pela reforma regulatória. A prova ocorre às 1h (horário de Brasília) de domingo, com transmissão na TV Globo, Sportv3 e Globoplay. A cobertura permanece em tempo real pelo ge.globo.
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