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GP da Austrália terá largada inédita após testes no Bahrein

Nova largada na F-1: cinco segundos entre a volta de formação e o acendimento das luzes para ajustar turbos, aumentando a segurança no GP da Austrália

Luzes vermelhas na Fórmula 1durante o procedimento de largada — Foto: Marcel van Dorst / EYE4images/NurPhoto via Getty Images
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  • A FIA anunciou um novo procedimento de largada para o GP da Austrália de 2026, com cinco segundos extras entre a volta de formação e a largada.
  • A medida visa melhorar a segurança e a regulagem dos turbos após as mudanças técnicas, incluindo a eliminação da MGU-H.
  • Pilotos receberão um aviso nos painéis de LED ao longo do grid, que ficarão azuis para indicar os cinco segundos restantes antes das luzes acessas.
  • A novidade vem após testes realizados no Bahrein, durante a pré-temporada, considerados um acerto por algumas equipes.
  • A mudança beneficia principalmente quem larga do fim do grid; a decisão gerou críticas de Fred Vasseur, chefe da Ferrari, enquanto Haas aprovou.

A FIA confirmou um procedimento inédito de largada para o GP da Austrália de Fórmula 1, abrindo a temporada 2026. A mudança visa aumentar a segurança e ajustar a regulagem dos turbos na largada, após alterações técnicas dos carros. A implementação ocorre já no primeiro GP do ano.

A partir de agora, os pilotos terão cinco segundos extras entre a volta de formação e a largada oficial. O objetivo é permitir que os carros atinjam a rotação ideal do turbo antes do sinal das luzes, reduzindo riscos na arrancada.

A ideia foi testada na pré-temporada, no Circuito de Sakhir, no Bahrein. Algumas equipes saudaram o acerto, enquanto outros dirigentes discordaram de forma inicial, levando a FIA a confirmar a mudança para a abertura da temporada.

Entre as inovações, o sinal azul nos painéis de LED ao longo do grid indicará o tempo restante para o início da sequência de luzes. Assim, os pilotos ganham tempo para ajustar o turbo antes de acelerar.

A mudança acompanha o fim da era com a retirada da unidade MGU-H, que ligava o motor ao turbocompressor e acelerava o turbo em rotações mais baixas. Com isso, o turbo lag quase desaparece, exigindo rotações mais altas por mais tempo.

A medida favorece especialmente equipes que costumam largar do fim do grid, que passam a ter mais espaço para preparar o turbo sem comprometer a largada. A decisão, tomada pela FIA, busca equilíbrio entre precisão técnica e segurança.

O que muda na prática

  • Cinco segundos extras entre a volta de formação e a largada.
  • Sinalização azul no grid para indicar o tempo restante.
  • Ajuste necessário de turbo antes do início da prova.

A mudança faz parte de um pacote de ajustes regulatórios para 2026, orientados pela FIA para acompanhar as novas características dos carros. A implementação no GP da Austrália marca a fase piloto da alteração na temporada.

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