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Brasil leva potência paralímpica do verão às pistas de Inverno

Brasil leva a maior delegação da história aos Jogos de Milão-Cortina, conquista prata histórica com Cristian Ribera e amplia a presença feminina no snowboard paralímpico

Cristian Ribera recebe a medalha de prata nas Paralimpíadas (Foto: Alessandra Cabral/CPB)
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  • Brasil levou a maior delegação da história (oito atletas) aos Jogos de Milão-Cortina 2026, marcando avanço para o snowboard e o cross-country no inverno.
  • Cristian Ribera conquistou a medalha de prata na prova sprint de esqui cross-country, primeira medalha paralímpica de inverno do país.
  • Ribera terminou em top-10 todas as provas disputadas: ficou em quinto nas provas de dez e vinte quilômetros e em sétimo no revezamento.
  • Aline Rocha teve melhor desempenho entre as mulheres, ficando entre as cinco primeiras nas provas sprint, dez e vinte quilômetros.
  • Vitória Machado, com 21 anos, tornou-se a primeira brasileira a competir no para snowboard em Jogos de Inverno; Elena Sena, de 22 anos, participou de esqui cross-country e biatlo.

Brasil amplia presença paralímpica na neve e marca história em Milão-Cortina 2026. A edição marcou a maior delegação brasileira já enviada a um Paralímpico de Inverno, com oito atletas, e a primeira medalha em neve para o país.

O destaque foi Cristian Ribera, de 23 anos, que conquistou a prata no esqui cross-country. Aos dois Jogos anteriores, ele já era considerado veterano, treinando em Jundiaí, e é atual campeão mundial da modalidade. Ribera também terminou entre os melhores em outras provas.

A delegação brasileira em Milão-Cortina 2026 teve a maior participação feminina até então, incluindo Aline Rocha, Elena Sena e Vitória Machado. Rocha chegou ao top-5 em sprint, 10 km e 20 km, repetindo desempenho superior no que foi sua melhor participação. Sena disputou cross-country e biatlo.

Participação feminina cresce

Vitória Machado, aos 21 anos, tornou-se a primeira brasileira a competir no snowboard paralímpico. Aos 20, Sena figura entre as jovens promissoras. Aline Rocha já havia sido a única mulher brasileira nas edições anteriores, até a melhoria do quadro atual.

Além do pódio de Ribera, a equipe somou bons resultados em provas de revezamento. Wellington Silva integrou o conjunto que ficou em sétimo no revezamento masculino. A combinação de experiência e juventude indica potencial de continuidade no ciclo olímpico.

Panorama e perspectivas

Desde a estreia em Sochi 2014, o Brasil disputou quatro edições de Paralimpíadas de Inverno sem pódio até o momento. A prata de Ribera marca a primeira medalha brasileira no inverno, abrindo espaço para novas apostas e desenvolvimento técnico.

Com a maior delegação já presente, o país pretende manter o crescimento, ampliar a participação feminina e consolidar o aproveitamento de atletas em esportes de neve. O comitê brasileiro segue acompanhando o avanço nos próximos ciclos.

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