- O COI anunciou que, a partir de agora, apenas atletas mulheres biológicas poderão competir em categorias femininas dos Jogos Olímpicos, mediante teste genético de triagem.
- O teste utilizado será o gene SRY, considerado sinal de desenvolvimento masculino, para determinar elegibilidade nas provas femininas.
- As novas regras não têm efeito retroativo e não impactam esportes de base ou amadores.
- A decisão marca a mudança de postura do COI, que passou a defender uma regra universal após anos de diretrizes variadas pelas federações.
- Até esta quinta-feira, atletas transgênero ainda podiam participar, desde que liberadas por suas federações; a mudança está associada à nova presidência de Kirsty Coventry.
O COI anunciou uma mudança histórica na participação de atletas em eventos femininos. A partir dos Jogos Olímpicos, apenas atletas mulheres biológicas poderão competir na categoria feminina, após a triagem por teste genético para confirmar o sexo. A nova regra vale para a classificação e participação em competições femininas.
A decisão foi apresentada como parte de uma política unificada para esportes de elite femininos, encerrando décadas de regulamentação fragmentada. O COI informou que atletas transgêneros devem ser avaliadas por meio de um teste do gene SRY para definir elegibilidade.
A nova presidente do COI, Kirsty Coventry, assumiu em junho do ano anterior e sinalizou a busca por uma abordagem uniforme. Em comunicado, Coventry afirmou que “as menores margens podem decidir a vitória” e ressaltou a necessidade de impedir a competição de homens biológicos na categoria feminina.
A regra não tem efeito retroativo e não altera esportes de base ou amadores. Até o momento, apenas um número restrito de atletas trans havia participado dos Jogos, com destaque para Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, em Tóquio 2021, como exemplo de participação transgênera.
A decisão também dialoga com o debate político envolvendo esportes. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia proibido atletas transgêneros de competir em categorias femininas em escolas, universidades e no esporte profissional, no contexto de preparativos para os Jogos de Los Angeles 2028, segundo a notícia disponível.
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