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COI impõe testes genéticos a mulheres e proíbe atletas trans nas Olimpíadas

COI determina testes genéticos para mulheres nas Olimpíadas, barrando atletas trans a partir de Los Angeles 2028, com avaliação pelo gene SRY

Sede do Comitê Olímpico Internacional (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)
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  • O COI vai exigir testes genéticos em mulheres para participação nas Olimpíadas e barrou atletas trans, com a medida valendo a partir dos Jogos de Los Angeles de 2028, sem retroatividade.
  • A elegibilidade na categoria feminina passa a depender do gene SRY; quem testar negativo fica dentro das regras femininas de forma permanente.
  • O teste SRY será realizado apenas uma vez na vida, salvo se houver indícios de erro no resultado.
  • Atletas que não atenderem ao critério genético poderão competir em categorias masculinas, mistas ou abertas.
  • O método do teste é simples, feito por saliva, esfregaço bucal ou amostra de sangue; há exceções para Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa e algumas diferenças/distúrbios raros que não se beneficiam da testosterona.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a partir de Los Angeles 2028 a obrigatoriedade de testes genéticos para participação de mulheres nas Olimpíadas. A medida não terá aplicação retroativa.

Segundo o COI, a elegibilidade das atletas para a categoria feminina passa a depender do gene SRY, com a presença do gene indicando desenvolvimento masculino. Atletas com teste negativo ficam definitivamente aptas para competir como mulher.

A presidente Kirsty Coventry disse que a norma busca proteger a categoria feminina e que a decisão foi orientada por especialistas médicos. Ela afirmou ainda que homens biológicos não devem competir na categoria feminina.

Quem não atender ao critério genético poderá competir em outras categorias, incluindo masculina, mistas abertas ou eventos sem classificação por sexo. A meta é assegurar competição considerada justa.

Como funciona o teste SRY

O COI explicou que o teste identifica a presença do gene SRY, indicador de desenvolvimento sexual masculino. A coleta pode ocorrer via saliva, exame bucal ou sangue, buscando reduzir a invasividade.

Atletas com diagnóstico de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (SIA) ou outras DDS que não se beneficiam da testosterona podem ter critérios diferentes. O COI não detalha exceções adicionais.

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