- O COI anunciou uma nova regra que restringe a participação em competições femininas dos Jogos Olímpicos apenas a atletas biologicamente do sexo feminino, com elegibilidade definida por um teste genético único para detectar o gene SRY.
- A medida visa estabelecer uma regra universal para o esporte feminino de elite, substituindo diretrizes fragmentadas existentes.
- A regra não tem efeito retroativo e não afeta o esporte de base ou amador.
- A decisão veio sob a presidência de Kirsty Coventry, que disse que o COI passa a liderar uma abordagem uniforme sobre o tema.
- Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump disse que não permitirá a participação de atletas transgênero nos Jogos de Los Angeles 2028.
O Comitê Olímpico Internacional (COI divulgou uma nova política que restringe a participação em competições femininas dos Jogos Olímpicos apenas a atletas biologicamente do sexo feminino, com elegibilidade definida por um teste genético único. A medida visa estabelecer uma regra universal para o esporte feminino de elite. Não terá efeito retroativo e não afeta o esporte de base ou amador.
Segundo o COI, todas as atletas que desejarem competir em eventos femininos devem realizar o teste para detectar o gene SRY, usado como critério de elegibilidade. A entidade afirma que a presença do gene SRY é estável ao longo da vida e indica desenvolvimento masculino anterior.
A mudança foi anunciada após a posse da nova presidente, Kirsty Coventry, em junho do ano passado. Ela disse que o COI buscará liderar uma abordagem uniforme para o tema, destacando a importância de evitar desequilíbrios nas provas.
Coventry ressaltou que margens muito pequenas podem decidir vitórias e que permitir atletas biologicamente do sexo masculino disputando a categoria feminina seria injusto e, em alguns esportes, inseguro. A fala reforça a lógica de aplicação da nova regra.
Historicamente, o COI orientava federações internacionais a estabelecerem suas diretrizes, sem uma regra universal. A mudança ocorre em meio a debates globais sobre participação de atletas transgênero nos Jogos. A comunicação do COI não cita punições específicas.
A participação de atletas transgênero nos Jogos é rara. A neozelandesa Laurel Hubbard disputou levantamento de peso em Tóquio 2020, marcando a primeira presença aberta nesse contexto. O COI não detalha casos individuais sob a nova regra.
Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump instaurou políticas que restringem a participação de atletas trans em competições femininas, em diferentes níveis. A medida foi assinada em fevereiro de 2025, em meio ao preparativo para Los Angeles 2028.
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