- Jogadora Tiffany Abreu criticou a nova regra do COI, que restringe a participação de mulheres trans nos Jogos Olímpicos a partir de 2028.
- Em publicação no Instagram, ela classificou a medida como retrocesso para o esporte e disse que a notícia é triste.
- A atleta destacou que a discussão não se prende apenas às pessoas trans e pode afetar mulheres cis com critérios controversos.
- Tiffany afirmou que decisões assim promovem exclusão e colocam em dúvida a presença de mulheres em diferentes contextos, independentemente do desempenho esportivo.
- O COI aprovou uma política de elegibilidade para a categoria feminina com base em avaliação baseada no gene SRY, definindo mulheres biológicas para competir a partir dos Jogos de Los Angeles 2028.
O COI aprovou uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina das Olimpíadas, proibindo a participação de mulheres transgênero a partir de Los Angeles 2028. A decisão visa, segundo a entidade, proteger a justiça, a segurança e a integridade da competição.
A jogadora Tiffany Abreu manifestou-se nas redes sociais sobre a medida, criticando-a como retrocesso para o esporte. Em publicação no Instagram, ela afirmou que a notícia é triste e representa uma perda para o movimento esportivo em geral.
Abreu ampliou o debate ao indicar que a discussão envolve mais do que a situação de atletas trans. Segundo ela, a política pode impactar mulheres em geral, inclusive atletas cisgênero, com critérios considerados controversos para a participação feminina.
A atleta criticou ainda o argumento de proteção ao esporte feminino, sugerindo que decisões desse tipo podem gerar exclusão e colocar em dúvida a presença de mulheres em diferentes contextos, independentemente do desempenho esportivo.
Ela disse que o debate transcende o rendimento atlético e envolve o reconhecimento da identidade feminina. A publicadora destacou a necessidade de tratar o tema com responsabilidade, sem excluir grupos inteiros de atletas.
Contexto da decisão do COI
O COI explicou que a nova definição de elegibilidade para mulheres envolve critérios baseados em exames genéticos, com ênfase no gene SRY presente no cromossomo Y. A regra passa a valer para as competições a partir dos Jogos de 2028.
A instituição argumenta que a mudança busca manter condições de competição justas entre as atletas, assegurando igualdade de oportunidades dentro da categoria feminina.
Especialistas e entidades esportivas têm debatido os impactos da medida, incluindo possíveis questionamentos sobre participação de atletas cisgênero, bem como implicações para a identificação e o reconhecimento da identidade feminina no esporte.
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