- Oliver Bearman, piloto da Haas, culpou Franco Colapinto pelo acidente no Grande Prêmio do Japão em Suzuka.
- Na volta vinte e dois de cinquenta e três, Bearman vinha cerca de um segundo atrás de Colapinto e, ao adversário recuperar energia, foi obrigado a desviar para a grama; a diferença de velocidade entre os dois era de quase cinquenta quilômetros por hora.
- Bearman sofreu impacto de cinquenta G nas barreiras e precisou de ajuda para deixar o carro; não teve ferimentos.
- O britânico afirmou que, com quarenta e nove ou cinquenta quilômetros por hora de diferença, a manobra não deixou espaço suficiente e poderia ter sido muito pior; disse que, no ano anterior, a passagem seria aceitável, porém com essa velocidade a situação é diferente.
- Bearman citou uma reunião de pilotos antes do GP, na qual foi acordado que os carros defenderiam posição com antecedência, e apontou a necessidade de mudanças com a FIA para evitar ocorrências semelhantes; afirmou estar pronto para seguir para Miami.
Oliver Bearman saiu pela primeira vez para comentar o acidente que sofreu no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka. O britânico da Haas afirma que Franco Colapinto, da Alpine, foi o responsável pela batida na volta 22 de 53, após uma manobra que o deixou sem espaço diante de uma diferença de velocidade de cerca de 50 km/h entre os carros.
Bearman sofreu um impacto de 50G e precisou de ajuda para deixar o carro, mas não teve ferimentos. Em divulgação posterior, o piloto participou de uma entrevista ao podcast Up to Speed, na qual descreveu o episódio pela primeira vez de forma direta.
Repercussões e próximos passos
O britânico culpa Colapinto pela decisão de mudar de trajetória para a esquerda para defender a 17ª posição, comportamento que, segundo ele, ocorreu tarde demais diante da significativa diferença de velocidade. Ayao Komatsu, chefe da Haas, informou que o piloto da Alpine não seria responsabilizado pelo acidente, o que contrastou com a visão de Bearman.
Aos olhos de Bearman, regulamentos que ampliaram a diferença de velocidade entre os carros contribuíram para o acidente, e ele destacou que, se o incidente tivesse ocorrido no ano anterior, a manobra estaria dentro do aceitável, com velocidades distintas entre 5 e 10 km/h. O piloto sugeriu discutir ajustes com a FIA para evitar cenários semelhantes.
Bearman mencionou ainda a frustração com a situação, já discutida em reunião prévia aos treinos do GP do Japão, que previa maior cuidado na defesa de posição. O piloto afirmou estar recuperado e apontou a próxima etapa da temporada, a prova de Miami.
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