- Dois homens, Luke Jacobs e Nic Bradfield, foram desclassificados do Two Oceans Marathon, em Cape Town, após trocarem números de identificação para tentar competir na categoria feminina, terminando em sétimo e décimo lugar.
- As duas atletas que terminaram fora do top 10 inicialmente passaram a figurar entre as dez primeiras após a verificação com dados de chips e revisão de provas.
- Jacobs competiu com o dorsal de Larissa Parekh; Bradfield usou o dorsal de Tegan Garvey, que havia desistido por motivos de lesão. Garvey explicou que cedeu a vaga por problemas no quadril.
- O board do Two Oceans anunciou que Jacobs, Bradfield e as envolvidas enfrentarão medidas disciplinares; as três envolvidas já pediram desculpas formalmente.
- Parekh e Garvey, citadas no caso, podem sofrer bans de dois anos do Two Oceans Marathon. A prática de trocar dorsais é destacada como antiética e arriscada.
Dois homens foram desqualificados de um dos maratonas emblemáticos da África do Sul após terminar entre as dez primeiras do grupo feminino da Two Oceans Marathon, realizada em Cape Town. A tentativa de troca de dorsais envolveu Luke Jacobs e Nic Bradfield, causando distorção nos resultados.
A prova ocorreu no dia 12 de abril, com mais de 16 mil participantes entre a maratona de 56 km, a ultramaratona, e a meia-maratona de 21,1 km. A troca de números violou regras oficiais e colocou em risco a integridade da competição.
Jacobs e Bradfield foram identificados por meio de tecnologia de cronometragem e investigações do conselho organizador. As atletas cujos classificados foram impactados receberam reconhecimento por posições legítimas. As duas mulheres envolvidas apresentaram pedidos de desculpas e enfrentam sanções.
Elementos da irregularidade
- O que aconteceu: troca de dorsais entre homens e atletas femininas da prova.
- Quem está envolvido: Luke Jacobs, Nic Bradfield, Larissa Parekh e Tegan Garvey.
- Quando: 12 de abril, durante a Two Oceans Marathon em Cape Town.
- Onde: Cape Town, África do Sul.
- Por quê: motivação não declarada; prática ilegal para obter vantagem ou evitar custos/limitações de participação.
Jacobs reconheceu o erro em comunicado escrito, reconhecendo que não deveria ter participado. Garvey explicou que cedeu o dorsar devido a uma lesão prévia que impossibilitou competir, com a explicação adicional de que um amigo correu com seu dorsal. Parekh não detalhou as razões de sua participação com outro dorsal.
Os envolvidos devem passar por processos disciplinares perante a subcomissão da maratona. Segundo o integrante Stuart Mann, a prática é antiética e acarreta riscos médicos caso haja emergência com a identificação incorreta. As atletas prejudicadas retomaram seus reconhecimentos oficiais de posição.
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