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Oscar Schmidt não foi à NBA e se consagrou na Itália

Ao recusar a NBA em 1984 para defender a seleção brasileira, Oscar Schmidt consolidou seu legado ícone do basquete e destacou-se na Itália

Oscar Schmidt disputou cinco edições consecutivas de Jogos Olímpicos. Foto: Sérgio Berezovsky/Estadão
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  • Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, em São Paulo, conhecido como “Mão Santa”.
  • Recusou a NBA em 1984 para priorizar a seleção brasileira, dizendo que a seleção não é para qualquer um e que os atletas devem jogar pelo Brasil.
  • Teve carreira marcante na Itália: 11 temporadas, superou 10 mil pontos no campeonato local e, em uma partida, marcou 66 pontos; atuou pelo Juvecaserta e pelo Pavia.
  • Foi o maior pontuador da seleção brasileira, com 7.693 pontos, e disputou cinco Olimpíadas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996); conquistou ouro no Pan de 1987.
  • Em 2013, foi incluído no Hall da Fama do basquete; em entrevista ao Estadão, ressaltou a importância da seleção na sua carreira.

Oscar Schmidt morreu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17, em São Paulo. Ídolo do basquete brasileiro, ele ficou conhecido por recusar a NBA em 1984 para dar prioridade à seleção brasileira, na qual foi o maior pontuador de sua história.

Ao longo da carreira, o brasileiro disputou cinco Olimpíadas e conquistou o ouro no Pan de 1987. No cenário internacional, destacou-se também pelo desempenho com a camisa da seleção e por marcos expressivos em torneios sul-americanos e mundiais. Além disso, atuou por 11 temporadas na Itália, onde ultrapassou a marca de 10 mil pontos no campeonato nacional.

Na Itália, Schmidt tornou-se referência histórica ao longo de sua passagem por clubes como Juvecaserta e Pavia. Foi o primeiro jogador a alcançar 10 mil pontos no Campeonato Italiano, registrando ainda partidas com pontuação expressiva, como recordes individuais de uma partida. Em 2013, foi introduzido no Hall da Fama do basquete, em Springfield, Massachusetts, nos Estados Unidos, consolidando seu legado no esporte mundial.

Trajetória e impacto

Em entrevista ao Estadão, o ex-jogador avaliou que a escolha pela NBA, na época, acabou prejudicando a seleção brasileira, ao reduzir o poder aquisitivo e o envolvimento de atletas com a equipe nacional. Schmidt afirmou que defender o Brasil era prioridade e que o elenco nacional requer dedicação coletiva.

Antes de ir para a Itália, Oscar já havia se destacado pelo Sírio, de São Paulo, ao conquistar o Mundial Interclubes de 1979. Sua passagem por esse clube, além do desempenho em Moscou-1980, chamou a atenção de olheiros e ampliou o interesse internacional por seu talento. No Brasil, ele também colecionou títulos com a seleção em diversas competições regionais e mundiais.

Ao longo da carreira, Schmidt ainda foi medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987 e integrou equipes que venceram torneios sul-americanos em 1977, 1983 e 1985. Reconhecido pela contribuição ao basquete do país, ele deixa um legado marcado por recordes de pontuação e dedicação à seleção brasileira.

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