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Oscar Schmidt: relembre a carreira do eterno Mão Santa

Morre aos 68 anos, Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, legado duradouro pela Seleção e por clubes ao longo de trinta anos

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  • Oscar Schmidt, o Mão Santa, teve carreira de trinta anos no basquete, defendendo clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo, além de destaque na Seleção Brasileira e na Europa; morreu aos 68 anos numa sexta-feira, 17.
  • Iniciou nos anos setenta, conquistando Paulista de 1974 e Brasileiro de 1977 pelo Palmeiras, e integrou o elenco campeão mundial pelo Sírio em 1979.
  • Na Itália, atuou pela JuveCaserta por oito temporadas, disputou mais de duzentos jogos, venceu a Copa da Itália e teve camisas aposentadas pelas equipes.
  • Em 1984 foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão da NBA para defender o Brasil em competições internacionais.
  • No Brasil, atuou pelo Corinthians, sendo campeão brasileiro em 1995/1996, e pelo Flamengo, com dois estaduais e recorde de maior cestinha da história do basquete brasileiro, com mais de 46 mil pontos.

Oscar Schmidt, conhecido como Mão Santa, encerrou uma trajetória de 30 anos marcada por recordes, títulos e marcas históricas no basquete mundial. A carreira do brasileiro foi construída tanto dentro quanto fora das quadras, somando atuações relevantes na Seleção e em clubes internacionais.

Iniciou nos anos 1970 defendendo Palmeiras e Sírio, levando o Verdão ao Paulista de 1974 e ao Brasileiro de 1977. No Sírio, integrou o elenco campeão mundial de 1979, em jogo realizado no ginásio do Ibirapuera, sob a direção de Cláudio Mortari.

Na década de 1980, deixou o Brasil para atuar na Itália, onde disputou a liga europeia de alto nível e deixou marcas expressivas ao ultrapassar 14 mil pontos pela soma de sua passagem. Defendeu JuveCaserta por oito temporadas, com mais de 200 partidas, e conquistou uma Copa da Itália. Em Pavia, atuou por três anos. A carreira na Itália levou camisas a serem aposentadas por ambas as equipes.

Em 1984, Oscar foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão da vaga na NBA para manter a agenda com a seleção brasileira, já que, na época, atletas da NBA não podiam defender as suas seleções.

Retornou ao basquete brasileiro em 1995, vestindo a camisa do Corinthians e tornando-se campeão nacional no ano seguinte. No final da carreira, teve passagem pelo Flamengo, ano em que ganhou dois estaduais e tornou-se o maior cestinha da história do esporte, ao superar 46.725 pontos de Kareem Abdul-Jabbar.

Entre outras equipes, Oscar também vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum Valladolid, na Espanha (1993-1995), Banco Bandeirantes (1997-1998) e Mackenzie (1998-1999).

Na seleção brasileira, a trajetória de Oscar Schmidt é destacada desde os primeiros anos. Em 1977, foi eleito o melhor pivô do sul-americano juvenil e logo integrou a seleção principal. Sua maior conquista veio nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, com a medalha de ouro após virada histórica contra os Estados Unidos, o que marcou a primeira derrota dos anfitriões em casa naquela competição.

Nos Jogos Olímpicos, foram cinco participações. Em Moscou (1980), ele somou 169 pontos e ajudou o Brasil a alcançar o quinto lugar. Em Los Angeles (1984), repetiu a marca de 169 pontos. Em Seul (1988), foi o cestinha com 338 pontos. Também disputou as edições de Barcelona (1992) e Atlanta (1996).

A carreira de Oscar Schmidt, conforme avaliações da imprensa esportiva, consolidou-o como um dos maiores atletas do basquete mundial, pela soma de feitos nacionais e internacionais, além de sua longevidade em alto rendimento. A notícia da morte foi publicada nesta sexta-feira, aos 68 anos, em referência aos registros de cobertura de veículos como a CNN Brasil. A confirmação oficial apontou o legado deixado pelo jogador brasileiro no esporte.

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