- Oscar Schmidt morreu aos 68 anos e é considerado um dos maiores nomes do basquete brasileiro.
- Recusou a NBA em 1984, quando foi convidado pelo New Jersey Nets, mantendo o foco na seleção brasileira.
- Disse que a seleção era a prioridade e que a NBA poderia prejudicar o prestígio da equipe nacional.
- Atuou 11 temporadas na Itália, destacando-se pelo Juvecaserta e pelo Pavia, com recordes e muitos pontos no campeonato italiano.
- Disputou cinco edições olímpicas e é o maior pontuador da história da seleção brasileira; foi inducted ao Hall da Fama do basquete em 2013.
Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira aos 68 anos, encerrando uma carreira marcada por recordes e sucesso pela seleção brasileira. Ídolo do basquete brasileiro, ele ficou conhecido como o maior pontuador da história da modalidade.
Em 1984, o ala pivô recebeu um convite do New Jersey Nets para jogar na NBA, na época a liga mais disputada do mundo, mas recusou. O motivo, segundo ele, foi manter a importância da seleção brasileira.
O jogador explicou em entrevista ao Estadão, em 2024, que a seleção era a prioridade da vida dele. Ele afirmou que desejava ver os brasileiros comemorando e que a decisão contou com o apoio da família.
Na carreira, Schmidt ficou famoso pelo desempenho no basquete italiano, onde atuou por 11 temporadas, em clubes como Juvecaserta e Pavia. Em solo italiano, ele somou 13.957 pontos, sendo o primeiro a passar dos 10 mil.
Antes da Itália, ele destacou-se pelo Sírio de São Paulo, com título do Mundial Interclubes de 1979 e pelo desempenho em Moscou-1980. Esses feitos ajudaram a consolidar a carreira internacional.
Ao longo de cinco edições olímpicas (Moscou-1980 a Atlanta-1996), Schmidt manteve o recorde de maior pontuador da seleção brasileira, com 7.693 pontos. Também conquistou o ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987.
Em 2013, Oscar Schmidt foi incluído no Hall da Fama do basquete, em Springfield, nos EUA, referência para o esporte mesmo sem nunca ter jogado na NBA. Seu legado é lembrado por gerações de atletas.
A trajetória do jogador, marcada por decisões que privilegiavam a camisa verde e amarela, permanece como marco histórico do esporte no Brasil. A causa da morte não foi divulgada pela família ou pela assessoria.
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