- Lucas Moraes é campeão mundial de rally raid e fundador da Olivia, fintech vendida ao Nubank por mais de R$ 200 milhões; compete pela Dacia ao lado de Dennis Zenz, com apoio de Loeb e Al-Attiyah, buscando vencer o Dakar.
- Em investimentos, ele segue a filosofia de Warren Buffett: investir no que entende, com visão de longo prazo, e faz aportes como investidor-anjo apenas em pessoas confiáveis.
- O Dakar entrou no caminho dele após os Sertões; ele ressalta que o processo de chegar lá e os debreifs pós-prova ensinam mais que os pódios, usando o erro como degrau.
- A decisão de deixar a Toyota pela Dacia foi motivada pela chance de competir ao lado de Loeb e Al-Attiyah; no último dia em Portugal, Moraes venceu Nasser por três segundos em 100 quilômetros.
- Suas referências incluem Ayrton Senna, Carlos Sainz pai, Loeb e Al-Attiyah; ele aponta a possibilidade de o rally brasileiro entrar no calendário mundial nos próximos cinco anos, com a FIA envolvida, e cita a motivação familiar como base de sua trajetória.
Lucas Moraes, campeão mundial de rally raid e fundador da startup Olivia vendida ao Nubank por mais de R$ 200 milhões, concedeu entrevista à Bloomberg Línea sobre investimentos, gestão de carreira e o objetivo de conquistar o Dakar. O relato reforça a transição do esporte para os negócios e a busca por novos títulos.
Patrocinado por Red Bull, Renault e Vivo, Moraes é orientado pela gestão de Geraldo Rodrigues. Além da pilotagem, atua como investidor-anjo criterioso, priorizando capital humano confiável e negócios com visão de longo prazo.
Trajetória e gestão de carreira
Nos negócios, Moraes adota a filosofia de Warren Buffett: investir apenas no que entende e com foco no longo prazo. Na prática, ele investe em pessoas e em startups que conhece, como a plataforma de assinatura de carros elétricos zMatch e a holding de investimentos OutField.
A vida esportiva segue o modelo de montar equipes fortes ao redor da visão do atleta. Na temporada, corre pela Dacia, ao lado do navegador Dennis Zenz, em um time que inclui o francês Sébastien Loeb e o catari Nasser Al-Attiyah.
Dakar, sertões e aprendizado
O Dakar entrou no radar do piloto após o risco calculado com a Red Bull e seis meses de preparação, segundo ele, durante a transição dos Sertões para o rali mundial. O aprendizado vem principalmente dos períodos ruins, quando há debriefs que apontam ajustes de setup, navegação e pilotagem.
Segundo Moraes, o foco é transformar falhas em degraus de evolução, reconhecendo que o caminho nem sempre é linear. A ideia é conciliar a mentalidade de atleta com as demandas de empreendedor, buscando equipes que completem a visão do piloto.
Referências, investimentos e futuro
Entre referências, Moraes cita Ayrton Senna, Carlos Sainz pai, Loeb e Al-Attiyah, que hoje são colegas de equipe. No aspecto financeiro, ele ressalta a necessidade de equilíbrio entre alto risco de carreira e preservação de capital como investidor-anjo.
Sobre o futuro do rally no Brasil, o piloto aposta na progressão para um calendário mundial, similar à reintegração da MotoGP em Goiânia. Ele entende que há competição por vagas internacionais e que os próximos cinco anos devem trazer mudanças significativas.
Família e motivações
Além da competição, Moraes destaca a motivação familiar como fator-chave. Valentina, 6 anos, e Rafael, 2, aparecem como inspiração para manter o foco e a disciplina, com cada medalha sendo levada às escolas pelos filhos.
Entre na conversa da comunidade