- O ex-jogador Oscar Schmidt morreu no dia 18, em Santana de Parnaíba, encerrando uma trajetória marcada no basquete mundial.
- Aos 18 anos, ganhou de presente uma Volkswagen Brasília zero quilômetro por seu desempenho inicial, enquanto morava em uma república de atletas no bairro da Pompeia e jogava pelo Palmeiras.
- O carro era destaque entre amigos e era usado em passeios com a esposa, Cristina Schmidt, incluindo viagens à Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, e ao Guarujá.
- Mesmo com o carro novo, Oscar enfrentou dificuldades financeiras e, às vezes, faltava dinheiro para combustível, mantendo o veículo em casa ou em garagem.
- A Brasília acabou sendo vendida após um acidente perto da Avenida Pompeia; foi substituída por outra do mesmo modelo, reforçando a lembrança afetiva do período juventude.
O Brasil se despede de Oscar Schmidt, ícone do basquete mundial, que morreu nesta sexta-feira (18) em Santana de Parnaíba. O legado do jogador permanece vivo nas quadras, mas a história pessoal também ganha destaque, especialmente sobre o início modesto de sua vida em São Paulo.
O primeiro carro de Oscar foi a Brasília vinho, presente ao completar 18 anos. O veículo surgiu como prêmio pelo bom desempenho ainda nos primeiros passos da carreira, quando o atleta morava em uma república de atletas no bairro da Pompeia e defendia o Palmeiras. A Brasília tornou-se símbolo de prestígio entre os colegas.
Oscar chegou a São Paulo em 1974 para atuar no basquete do Palmeiras. Sem dinheiro para comprar automóvel, recebeu apoio do patrocinador do time, João Marino, e do técnico Cláudio Mortari, que o levou a uma concessionária para escolher o modelo. O carro, da cor vinho, destacou-se no grupo por ser o único entre os companheiros que possuíam um veículo.
A então protagonista vida social ganhou novos contornos com a Brasília. Oscar e a esposa, Cristina Schmidt, passaram a utilizá-la com frequência para momentos de lazer, incluindo passeios pela Praça do Pôr do Sol e viagens ao Guarujá, especialmente em fins de semana de tempo bom. A presença do carro reforçou a imagem de destaque do jovem atleta.
Apesar do privilégio aparente, a realidade financeira era apertada. Oscar recebia salário modesto, suficiente apenas para se manter, e às vezes o veículo precisava ficar na garagem pela falta de combustível. Mesmo com o orçamento limitado, o jogador investia em itens para o carro, como um rádio toca-fitas e rodas que eram modinha na época. Em meio a restrições, o carro manteve-se ativo até sofrer um acidente próximo à Avenida Pompeia, quando acabou substituído por outra Brasília, evidenciando a ligação afetiva com o modelo.
A Brasília vinho na memória
A história da Brasília vinho revela que, além do valor sentimental, o carro cumpriu funções práticas no começo da carreira. Contou com apoio institucional e com momentos de lazer que ajudaram a manter a motivação do atleta durante a juventude em São Paulo.
Permanência da lembrança
Entre os relatos, destaca-se o papel do veículo como símbolo de convivência entre Oscar, a esposa Cristina e amigos de time. A narrativa reforça que o automóvel teve papel decisivo na formação pessoal do ídolo, marcando o início de uma trajetória vitoriosa no basquete mundial.
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