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Projeto viabilizado por Oscar Schmidt vence torneio escolar nacional

Projeto viabilizado por Oscar Schmidt vence a final dos Jogos Escolares Brasileiros e leva a equipe ao Mundial Escolar na Sérvia

Oscar Schmidt no projeto social Porãbask, de Ponta Porã (MS)
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  • Na final dos Jogos Escolares Brasileiros, a equipe de Ponta Porã venceu São Paulo por 74 a 63 e conquistou o título na categoria sub-18 em Brasília.
  • O momento ficou marcado pela notícia da morte de Oscar Schmidt, sempre lembrado como Mão Santa, que ajudou a viabilizar o projeto social há dezenove anos.
  • O treinador Hugo Costa criou o projeto Meninos do Terrão em 2004; Oscar contribuiu para transformar a quadra improvisada em um ginásio com estrutura.
  • A vitória credencia a equipe de Ponta Porã a representar o Brasil no Mundial Escolar de Basquete, em Zlatibor, Sérvia, de 13 a 22 de junho.
  • Um dos atletas, Rafael Cardoso, de 17 anos, afirmou que pretende cursar gestão hospitalar e que a conquista é uma homenagem a Oscar.

O time de basquete masculino sub-18 de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, venceu a final dos Jogos Escolares Brasileiros (Jebs) em Brasília, com vitória de 74 a 63 sobre São Paulo. A data foi sexta-feira, 17 de abril, e a notícia do falecimento de Oscar Schmidt caiu no intervalo da partida. A vitória gera a vaga brasileira no Mundial Escolar de Basquete, em Zlatibor, Sérvia, de 13 a 22 de junho.

O treinador Hugo Costa, de 59 anos, é o responsável pelo projeto social criado em 2004, que nasceu na periferia do Jardim Ivone e ganhou um ginásio coberto com o apoio de Oscar. O ídolo viabilizou, há 19 anos, a transformação do terrão em estrutura estável, recebendo recursos e participação constante.

Do terrão ao ginásio. Em 2007, Oscar passou a apoiar o projeto com palestras e contatos para ampliar a infraestrutura. O ginásio leva o nome do ex-jogador, cuja presença é lembrada pela equipe como chave para a vitória histórica no Jebs.

No pódio, o time ressaltou a importância da liderança de Oscar para a formação não apenas de atletas, mas de pessoas. O grupo reconhece que o projeto tem gerado profissionais formados, inclusive em educação física, medicina e outras áreas.

Rafael Cardozo, 17, no terceiro ano do ensino médio, pensa em gestão hospitalar e admite que o basquete continua como hobby e meta acadêmica. Ele disse que a vitória inspira a seguir buscando o topo, com trabalho constante.

Samuel Menezes, pivô de 17 anos, foi o cestinha da final com 30 pontos. O jogador, também no terceiro ano, sonha com educação física no ensino superior e manter o esporte entre seus planos. A derrota para Oscar é lembrada pelos jovens como motivação.

A dupla de emoções ficou evidente na quadra: o silêncio pela notícia, seguido de celebração pelo título histórico. Ao receber a medalha, os jovens agradeceram aos familiares e aos responsáveis pelo projeto.

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