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F1 2026: guerras de ego minam a hegemonia da Red Bull

Red Bull Racing enfrenta declínio técnico em 2026 devido a guerras de ego e saídas-chave, abrindo espaço para rivais aproveitarem a fraqueza

Red Bull comemorando o título dos construtores em Suzuka, no ano de 2023.
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  • A morte de Dietrich Mateschitz, em outubro de dois mil e vinte e dois, deixou a liderança da Red Bull sob questionamento e abriu espaço para conflitos entre Horner e os herdeiros da empresa.
  • Em dois mil e vinte e quatro, o conflito interno saiu do âmbito privado: uma funcionária acusou Horner de comportamento inadequado, levando a uma tentativa de demissão que foi barrada pelo sócio majoritário. Horner acabou absolvido em apuração interna.
  • Na sequência, houve uma série de saídas importantes: Rob Marshall, Adrian Newey e Jonathan Wheatley deixaram a equipe, prejudicando o know-how técnico e a gestão de pista.
  • No fim de dois mil e vinte e quatro, Sergio Pérez saiu para dar espaço a Liam Lawson, que depois não rendeu o esperado; Yuki Tsunoda também não conseguiu manter o desempenho, abrindo espaço para a promoção de Isack Hadjar.
  • Horner foi destituído do cargo antes do GP da Bélgica, Mauri Mekies assumiu a liderança. O ambiente conturbado também impactou Max Verstappen, que cogitou deixar a F-1 caso não esteja entre os três primeiros no campeonato, e a parceria com Gianpiero Lambiase encerrou com a transferência para a McLaren.

A Red Bull Racing viveu uma sequência de desentendos internos que fragilizaram a equipe chamada de dominadora do grid. Após a morte de Dietrich Mateschitz, em 2022, a gestão passou a oscilar entre visões esportivas e comerciais, abrindo espaço para disputas de poder que refletiram no carro e nos contratos.

A queda começou a ficar mais clara a partir de 2023, com mudanças na liderança e disputas entre quem controla a marca. O ambiente tenso se estendeu a 2024, quando acusações de comportamento inadequado envolvendo o CEO Christian Horner vieram a público e provocaram tensões com o sócio majoritário na Ásia, Chalerm Yoovidhya, que bloqueou uma demissão e pediu apuração interna.

Mudanças de comando e saídas

Em 2023 e 2024, grandes nomes deixaram a escuderia. Rob Marshall saiu para a McLaren, levando segredos de engenharia. Adrian Newey partiu para a Aston Martin, sinalizando fragilidade técnica. Jonathan Wheatley seguiu para a Audi, retirando a equipe de uma de suas maiores fortalezas táticas. Essas mudanças reduziram a capacidade de manutenção do trunfo tecnológico da Red Bull.

Reconfiguração interna e impacto nos pilotos

Ao final de 2024, Sergio Pérez deixou a equipe, abrindo espaço para Liam Lawson. Em 2025, Lawson foi promovido, mas sem Pontuação, levando a Red Bull a promover Yuki Tsunoda, que teve desempenho abaixo do esperado. O resultado foi a não renovação de Tsunoda para 2026, com Isack Hadjar assumindo o segundo cockpit.

Crise e mudança de liderança

O clima interno piorou com rumores de que Max Verstappen poderia acionar uma cláusula de saída caso não ficasse entre os três no campeonato até a pausa de verão. A Mercedes estudou possíveis substituições, mas não houve mudança até a pausa. Horner foi afastado antes do GP da Bélgica; Laurent Mekies assumiu para reconstruir a cultura da equipe.

Regresso de foco e futuro sob incerteza

Com a saída de Gianpiero Lambiase para a McLaren em 2028, o núcleo de confiança de Verstappen se enfraqueceu. O piloto expressou insatisfação com o regulamento técnico, apontando que a essência da pilotagem se perdeu com a gestão de energia. A Red Bull, sob Mekies, encara um período de reconstrução, marcado pela saída de figuras-chave e incerteza sobre o futuro do tetracampeão.

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