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F1 aprova mudanças para classificação real e corridas mais seguras

F1 aprova pacote regulatório para reduzir dependência de recuperação de energia, com boost limitado, novas regras de largada e ajustes na classificação

Largada do GP do Japão de Fórmula 1
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  • A F1 aprovou um pacote de mudanças regulatórias após estudos das três primeiras corridas, com validade já a partir do GP de Miami, em 3 de maio.
  • O boost máximo disponível em condições de corrida passa a ser +150 kW, reduzindo diferenças de velocidade e ajudando na volta seguinte sem consumir tanta energia.
  • A potência de ativação do MGU-K continua em 350 kW nas principais zonas de aceleração, mas fica limitada a 250 kW em outras partes da volta.
  • Na largada, entra um sistema de detecção de baixa potência que aciona automaticamente o MGU-K para garantir mínimo de aceleração; há ainda um alerta visual com luzes para os carros à frente. A reinicialização do contador de energia no início da volta de apresentação também foi implementada.
  • Na classificação, a recarga máxima de energia cai de 8 MJ para 7 MJ, com possibilidade de ser ainda menor em até 12 corridas; o superclipping terá potência máxima de 350 kW, aplicação que também vale em condições de corrida.

A F1 aprovou um pacote de mudanças no regulamento após estudos com dados das três primeiras corridas do ano. As alterações, já previstas para valer a partir do GP de Miami, em 3 de maio, foram votadas em reunião virtual nesta segunda-feira (20). Ainda precisam de aprovação formal.

As mudanças visam reduzir a dependência de recuperação de energia, que gerou disparidades entre carros durante as corridas e prejudicou a estratégia de classificação. O objetivo é deixar o uso do boost mais uniforme e seguro.

Mudanças nas corridas

A potência máxima do boost durante a corrida passa a ser +150 kW, caiu em relação aos 350 kW anteriores. A diferença de velocidade entre carros com e sem boost deve diminuir, e a recuperação de energia ficará menos dominadora.

A potência de ativação do MGU-K permanece em 350 kW nas principais zonas de aceleração, mas cai para 250 kW em outras partes da volta. A mudança busca equilíbrio entre desempenho e consistência.

Um novo sistema de detecção de baixa potência na largada será testado em Miami. Carros com aceleração muito baixa após a liberação da embreagem ativarão o MGU-K automaticamente, sem vantagem esportiva.

Um alerta visual com luzes intermitentes será implantado para carros afetados, ajudando pilotos que vêm atrás a identificar irregularidades na largada. A reinicialização do contador de energia no início da volta de apresentação também foi implementada.

Mudanças na classificação

Diante da dificuldade de manter aderência na última volta lançada, as mudanças visam evitar que a bateria puna quem vai mais rápido na curva. A ideia é reduzir a perda de potência durante a reta subsequente.

A recarga máxima permitida de energia cai de 8 MJ para 7 MJ, com objetivo de reduzir o uso excessivo e incentivar condução estável em alta velocidade. Em até 12 corridas, esse limite pode ser ainda menor.

A potência máxima do superclipping subiu de 250 kW para 350 kW, aplicada também em condições de corrida. Assim, o veículo poderia usar o motor a combustão para alimentar a bateria em menos tempo, entre 2 e 4 segundos por volta.

Essas alterações devem impactar os tempos de volta, reduzindo a importância da recuperação de energia no desempenho geral.

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