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Paratleta treina natação em açude construído pelo pai no Acre

Paratleta paralímpica treina em açude da família, improvisando raia com cordas e garrafas, para manter ritmo de treino de cinco dias por semana no Acre

Iandra Reis tem 17 anos e é atleta paralímpica
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  • Iandra Reis, 17 anos, foi diagnosticada com hidrocefalia aos 14 anos, o que levou à perda total da visão; hoje é atleta paralímpica de natação.
  • Em 2023, ela voltou a estudar e passou a treinar natação pelo Centro de Referência Paralímpico do Acre, vencendo a primeira competição em Brasília em agosto daquele ano.
  • O trajeto até o Centro de Referência é longo e, em dias de chuva, fica inviável, levando a família a construir uma raias de natação no açude próximo de casa.
  • A raia improvisada tem 12 metros de largura por 25 metros de comprimento, suficiente para os treinos cinco dias por semana entre o açude e o Centro de Referência.
  • Iandra já disputou etapas regionais do Meeting Paralímpico e duas vezes a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares, sonhando em evoluir para a Olímpiada e, futuramente, cursar Direito.

Iandra Reis, paratleta de natação, encontrou no açude da própria família uma solução para treinar perto de casa. O caso ganhou destaque ao revelar que, aos 17 anos, concilia treino, estudos e competição, superando desafios de deslocamento causados pela distância até o Centro de Referência Paralímpico do Acre.

Diagnosticada com hidrocefalia aos 14 anos e com perda total da visão, a jovem passou a treinar em 2023. Em maio começou a prática; em agosto disputou sua primeira competição em Brasília e conquistou medalha. Hoje, treina cinco dias por semana entre o açude e o Centro de Referência.

Natural do Amazonas e moradora da zona rural de Rio Branco, Iandra precisa percorrer duas horas de trajetos todos os dias. O caminho envolve estrada de terra, ônibus escolar e apoio de um professor para chegar aos treinos, tornando os dias chuvosos ainda mais difíceis.

Para manter o rendimento, a mãe sugeriu construir uma raia de natação no açude familiar. Com 12 metros de largura e 25 de comprimento, o espaço improvisado funciona como uma piscina semiolímpica para os treinos, com apoio de professores e de outros paratletas.

Desde a implementação, Iandra passou a treinar diariamente, integrando etapas regionais do Meeting Paralímpico e duas etapas nacionais das Paralimpíadas Escolares. Ela já conquistou medalhas em todas as competições que disputou e mira novos desafios.

Embora ainda esteja no 1º ano do Ensino Médio, Iandra sonha em cursar Direito e continuar evoluindo na natação. Em seus relatos, o esporte aparece como fonte de sensação de liberdade, foco e equilíbrio emocional para a competição.

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