- A FIA ainda não divulgou a lista de fornecedoras de motores, e a Mercedes pressiona para evitar que rivais neutralizem sua vantagem com o ADUO.
- O ADUO visa ajudar motores com pelo menos dois por cento de desempenho abaixo do melhor, com a primeira revisão após seis corridas; após o cancelamento de Bahrein e Arábia Saudita, a decisão foi mantida para depois da corrida de Miami, em 3 de maio.
- A Mercedes teme que a Ferrari entre na cota de quatro por cento de rendimento abaixo da Mercedes, o que lhe daria mais dinheiro para desenvolver novidades e até duas homologações, mesmo com desempenho menor.
- O chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que o ADUO não visa mudar o campeonato, mas sim ajudar equipes em desvantagem; quaisquer decisões devem ser precisas, transparentes e sem manobras políticas.
- Há críticas ao uso de dados e medições já definidos para o ADUO, com questões sobre a possível necessidade de mudanças na forma de medir a taxa de compressão a partir de junho; a Honda é citada como fabricante que precisa de ajuda.
O sistema ADUO, criado para reduzir desvantagens de potência entre equipes, está no centro das atenções da Fórmula 1. A Mercedes teme que rivais acessem a nova regra para reduzir ainda mais a distância para a liderança, especialmente em relação à Ferrari.
A homologação das novas especificações de motores ainda não ocorreu, e a FIA não divulgou a lista de fornecedoras. O prazo para definição segue após a corrida de Miami, marcada para 3 de maio, quando os dados da prova serão incluídos na avaliação.
A Flamengo, digo, a Mercedes, representa o risco de a Ferrari ultrapassar o limite de 4% de diferença de rendimento com o motor a combustão abaixo da unidade alemã, abrindo espaço para investimentos adicionais, tempo de banco de provas e até duas homologações adicionais. A discussão envolve também o teto de gastos.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, reforçou que o objetivo do ADUO é permitir recuperação de equipes em desvantagem, sem que nenhuma ultrapasse as demais. Ele destacou a necessidade de decisões claras, transparentes e livres de manobras políticas, citando explicitamente a Honda como exemplo de fabricante que poderia se beneficiar.
Para a Mercedes, o ADUO também é visto como instrumento de equilíbrio, não de hegemonia. A equipe reconhece que o fabricante japonês enfrenta dificuldades em extrair potência sem desgastar componentes, o que motivou a criação da regra. Ainda não há confirmação sobre como a FIA aplicará os critérios de avaliação.
O debate sobre o ADUO já tem histórico: defensores como Christian Horner, na Red Bull, e Mattia Binotto, da Audi, apoiaram a ideia. Hoje, a própria Mercedes aponta que os dados de desempenho e sensores instalados nos carros sustentam a necessidade de uma implementação cuidadosa.
Os números e os métodos de medição do ADUO já estavam definidos após meses de acordos entre equipes. A definição de como a taxa de compressão será medida deve mudar a partir de junho, porém é improvável que altere de forma significativa a competitividade entre as equipes líderes.
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