- O robô autônomo Ace, desenvolvido pela Sony AI, disputou partidas oficiais de tênis de mesa sob regras da Federação Internacional e venceu jogadores de alto nível.
- Em testes de abril de dois mil e vinte e cinco, Ace venceu três de cinco partidas contra oponentes de elite e perdeu duas.
- Partidas realizadas em dezembro de dois mil e vinte e cinco e no início de dois mil e vinte e seis resultaram em novas vitórias contra jogadores profissionais.
- Ace foi treinado principalmente por meio de simulação, desenvolvendo estratégias próprias, com arquitetura que inclui nove câmeras sincronizadas, três sistemas de visão e oito articulações de controle.
- Em Beijing, durante a Beijing E-Town Humanoid Robot Half Marathon de dois mil e vinte e seis, o robô Lightning, da Honor, venceu a corrida de vinte e um quilômetros em cinquenta minutos e vinte e seis segundos, com outros robôs Honor ocupando a segunda e a terceira posições.
Um robô autônomo de tênis de mesa desenvolvido pela Sony AI disputou partidas reguladas contra jogadores de alto nível e venceu, segundo a Reuters. O sistema integra a categoria de IA física, aplicada a máquinas em ambientes reais.
Batizado Ace, o robô opera em ambientes competitivos que exigem decisões rápidas e controle motor preciso. A equipe afirma que ele combina percepção de alta velocidade com controle guiado por IA para sacar e devolver bolas sob condições de jogo.
As partidas seguiram as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa e tiveram árbitros licenciados. Em testes realizados em abril de 2025, Ace venceu três de cinco confrontos contra jogadores elite e perdeu dois contra o nível profissional. Novos duelos em dezembro de 2025 e início de 2026 mostraram vitórias sobre jogadores profissionais.
Desempenho, tecnologia e aprendizado
Dürr, diretor da Sony AI Zurique e líder do projeto, destaca que diferentemente de jogos digitais, esportes como tênis de mesa em tempo real continuam desafiadores para IA física. Ace usa nove câmeras sincronizadas e três sistemas de visão para acompanhar o movimento e o giro da bola.
A arquitetura envolve oito articulações para o manuseio da raquete, com controle de posição, orientação e força do golpe. O treinamento ocorreu predominantemente via simulação, permitindo ao robô desenvolver estratégias próprias, distintas das humanas.
Profissional Mayuka Taira comentou que o robô é difícil de prever por não exibir sinais durante a partida. Rui Takenaka, também jogador de alto nível, elogiou o manejo de efeitos complexos, mas observou previsibilidade em saques simples. A falta de sinais emocionais é citada como parte do desafio para leitura de respostas.
Beijing 2026: corrida de humanos vs. humanoides
Em Beijing, mais de 100 robôs humanoides participaram do Half Marathon de 21 km, com cerca de 12 mil humanos correndo em faixas separadas. O robô Lightning, da Honor, terminou no tempo de 50 minutos e 26 segundos, superando marcas de corridas anteriores.
A corrida também teve segundos e terceiros lugares atribuídos a outros robôs Honor. Um segundo dispositivo da Honor correu sob controle remoto com 48 minutos para a conclusão, mas as regras priorizaram a navegação autônoma, reconhecendo Lightning como vitória oficial.
Desenvolvimentos da Honor citados pelos técnicos envolvem confiabilidade estrutural e sistemas de resfriamento líquido, com aplicação potencial em cenários industriais.
Entre na conversa da comunidade