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Trecho de geleira bloqueia rota rumo ao Everest na temporada de escalada

Bloco de gelo de 30 m bloqueia rota até Camp 1 do Everest, atrasando a abertura da trilha e aumentando o risco de aglomerações na temporada

Climbers like Purnima Shrestha, who is in the party seen here, are acclimatising at Base Camp but cannot attempt to summit until the route is prepared
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  • Um bloco de gelo de aproximadamente 30 metros bloqueia a rota de subida ao Everest a partir do Base Camp, em Nepal, justamente no início da temporada de escaladas.
  • Os “icefall doctors” não encontram como contornar o serac e devem esperar a derretimento natural do bloco, o que pode levar dias.
  • A abertura da rota está semanas atrasada, o que pode reduzir a janela de subida nesta temporada e aumentar o risco de congestionamento de alpinistas.
  • Até agora, 367 permissões de escalada foram emitidas, com a maioria voltada para chineses; autoridades dizem que a China não está emitindo permissões para estrangeiros este ano.
  • Os custos para escalar na primavera subiram para 15 mil dólares para estrangeiros, enquanto para nepaleses o valor foi mantido em 1.000 dólares.

Um bloqueio de gelo gigante interrompe a rota de subida ao Monte Everest a partir do Campo Base, no Nepal, justamente no início da temporada de escaladas no Himalaia.

A área afetada fica perto do Camp 1, cerca de 600 m abaixo, e envolve um serac de cerca de 30 m de altura. Os chamados “icefall doctors” não encontraram caminho alternativo até o momento e aguardam a redução do bloco de gelo para seguir.

A equipe de resgate e fixação de cordas trabalha para a Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC) e chegou ao Campo Base há três semanas. A abertura da rota costuma ocorrer até abril, mas o serac impede o avanço até o Camp 3.

Bloqueio complica a temporada

Purnima Shrestha, alpinista e fotógrafa nepalesa, está em aclimatação para um novo esforço no topo. Ela aponta que a demora pode gerar maior fluxo concentrado de tentativas no curto intervalo disponível.

Segundo a SPCC, a paralisação pode reduzir a janela de escalada deste ano, com muitos alpinistas tentando o pico em poucas semanas. A organização segue sem opções artificiais para derreter o bloco.

Dambar Parajuli, presidente da Expedition Operators’ Association, afirma que a atividade de montanhismo não foi tão afetada quanto o trekking, apesar de queda no turismo de voos causada pelo conflito regional.

Permissões, custos e demanda

Até agora, o Departamento de Turismo registra 367 permissões de escalada, em sua maioria para chineses. Organizações dizem que Pequim não emitiu permissões para estrangeiros este ano.

A maior parte das ascensões continua do lado nepales, em comparação com a rota via Tibete. Em 2023, mais de 700 pessoas subiram pela lateral nepalesa, enquanto poucas centenas subiram pela rota chinesa.

Os custos também subiram: a taxa de escalada na primavera passou a 15 mil dólares para estrangeiros, contra 11 mil no ano anterior, enquanto o imposto para nepaleses subiu para 1000 dólares.

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