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Ex-atletas e treinadores preveem novos recordes na maratona

Sawe quebra a barreira das duas horas na maratona de Londres, abrindo nova era no atletismo impulsionada pela tecnologia dos tênis de elite

Sabastian Sawe exibe 'supertênis' da Adidas ao lado de relógio com marca histórica
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  • Sabastian Sawe tornou-se o primeiro a correr uma maratona oficial em menos de duas horas, em Londres, com tempo de 1h59min30s, abrindo uma nova era para o atletismo.
  • O etíope Yomif Kejelcha ficou em segundo, e a etíope Tigst Assefa venceu a categoria feminina.
  • Sawe, Kejelcha e Assefa utilizaram o tênis Adidas Adizero Adios Pro Evo 3, que pesa 97 gramas; o modelo ainda não está disponível no Brasil e é comercializado no exterior por aproximadamente US$ 500.
  • Especialistas apontam que os supertenis ajudam, mas não explicam sozinhos a melhoria; avanços em nutrição, treinamento e tecnologia também contribuíram para os tempos atuais.
  • Ex-atletas defendem que o recorde deve motivar a elite, com a expectativa de novas marcas nos próximos anos, impulsionadas por treinos de alto nível e investimento em tecnologia.

O queniano Sabastian Sawe quebrou a barreira de 2 horas na maratona, estabelecendo o tempo de 1h59m40s em Londres neste domingo. A prova contou com a participação de Yomif Kejelcha, etíope, na segunda posição, e de Tigst Assefa, vencedora feminina. O feito ocorreu em condições consideradas favoráveis para a performance.

Sawe, Kejelcha e a vencedora feminina calçaram o Adidas Adizero Adios Pro Evo 3, pese apenas 97 gramas. O tênis, ainda fora do mercado brasileiro, está disponível internacionalmente por cerca de US$ 500. A tecnologia do modelo é aponta como fator relevante para a redução de tempos entre atletas de elite.

Especialistas ouvidos pela Folha destacam que os suplantados tênis “supertênis” foram determinantes, mas não o único motor da evolução. Nutrição, treino e planejamento de carreira aparecem como componentes igualmente decisivos para que novos recordes ocorram.

A marca de Sawe, ainda não homologada como recorde mundial, é celebrada por ex-atletas pela quebra de um patamar histórico. A prova de Londres não é catalogada como a mais rápida, mas apresentou um grupo de elite capaz de impor ritmo elevado ao longo de toda a distância.

Treinadores ressaltam que o impacto tecnológico tende a se ampliar nos próximos anos. A presença de companheiros de pelotão qualificados eleva o nível do treino e aumenta as chances de novas marcas, segundo especialistas.

Split negativo foi apontado como estratégia de Sawe, ao dividir a prova com a primeira metade em 1h00m29s e a segunda em 59m01s. Condições de prova e o próprio calçado foram citados como fatores que favoreceram o resultado.

Marílson Gomes dos Santos, ex-campeão de maratonas no Brasil, considera o tempo sub 2h um marco histórico. Ele destacou que avanços técnicos ajudam a reduzir tempos, mas ressaltou que o recorde depende de conjunto de fatores.

Para o futuro, treinadores indicam que a disputa deve favorecer a continuidade de melhorias progressivas. A expectativa é de que outras marcas rápidas apareçam, com o aprimoramento de treinos, nutrição e material esportivo.

Tecnologia e impactos

O uso de tênis com placas de carbono e amortecimento avançado vem sendo apontado como componente relevante para a performance. Especialistas ressaltam que a inovação tecnológica se soma ao treino intenso para elevar o desempenho.

Desdobramentos na elite

Analistas indicam que a quebra de Sawe pode motivar mais atletas de alta performance a buscar tempos abaixo de 2 horas. A competição entre corredores de diferentes países tende a aumentar a intensidade dos treinamentos.

Referências históricas

Historiadores do esporte lembram que quebras históricas costumam abrir caminho para novas marcas. O exemplo de Berlim, com Ronaldo da Costa, é citado como referência de momento em que o esporte passou por uma virada tecnológica e competitiva.

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