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Dois homens derrubam barreira considerada insuperável na maratona

Sawe e Kejelcha quebraram a marca das duas horas na maratona de Londres, com 1h59m30s e 1h59m41s, impulsionados por treino intenso, nutrição e tênis avançado

Fotografia de Sabastian Sawe, da Equipe Quênia, lidera Yomif Kejelcha, da Equipe Etiópia, durante a Maratona de Londres TCS 2026 Masculina.
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  • Sabastian Sawe venceu a maratona de Londres em 1h 59m 30s, rompendo o recorde mundial masculino por 65 segundos.
  • Yomif Kejelcha, em sua primeira maratona, também ficou abaixo de duas horas, terminando em 1h 59m 41s.
  • O terceiro colocado, Jacob Kiplimo, correu em 2h 00m 28s, quebrando o recorde mundial anterior por sete segundos.
  • Sawe treinou até 240 quilômetros por semana e consumiu carboidratos via bebidas e géis ao longo da prova, com média de cerca de 115 gramas por hora.
  • Ambos usaram o tênis Adios Pro Evo 3, da Adidas, descrito pela marca como o mais rápido e leve já produzido; as condições climáticas em Londres ajudaram ao desempenho.

Em 26 de abril de 2026, a maratona de Londres viveu uma performance histórica: Sabastian Sawe, do Quênia, venceu com 1h59m30s, quebrando o recorde mundial em 65 segundos. Yomif Kejelcha, da Etiópia, chegou em 1h59m41s, completando a prova em subduas horas pela primeira vez na história. A dupla chegou na frente de colegas de pelotão e abriu distância nos quilômetros finais, com Sawe liderando a arrancada nos dois últimos.

A prova se destacou pela cadência extremamente rápida ao longo de quase toda a distância. O segundo colocado, Kejelcha, ficou próximo na metade final, mas Sawe acelerou entre os 30 e os 42 quilômetros para vencer de forma dominante. Jacob Kiplimo, de Uganda, ficou em terceiro lugar com 2h00m28s, registrando apenas sete segundos a mais do que o antigo recorde mundial.

Treinamento, nutrição e equipamento foram apontados como fatores relevantes. A equipe de Sawe afirmou que ele chegou a 240 quilômetros de treino semanal e alimentou-se com pão e mel na preparação. Durante a prova, consumiu carboidratos via bebidas e géis, totalizando cerca de 115 gramas por hora.

Treinamento e nutrição

A prática semanal elevada de Sawe, com grande volume a intensidades moderadas, é associada a melhoras na performance maratonista. A ingestão de carboidratos durante a prova ajuda a manter o ritmo em provas de alta intensidade, afirmou a equipe de nutrição envolvida no acompanhamento.

Tecnologias usadas

Sawe e Kejelcha utilizaram o modelo Adios Pro Evo 3, considerado o supertênis mais leve já fabricado pela Adidas. A marca aponta peso abaixo de 100 gramas por unidade, o que pode favorecer a economia de corrida. A velocidade da corrida não depende apenas do calçado, mas também da interação entre atleta e equipamento.

Condições da prova

O percurso da maratona de Londres é considerado rápido, e as condições climáticas na manhã da prova ficaram entre 13°C e 17°C. Tal faixa favorece o desempenho de atletas em provas de resistência, contribuindo para desempenhos recordes.

Contexto

Especialistas destacam três atributos fisiológicos centrais para esse nível de rendimento: alta capacidade de uso de oxigênio, manutenção de esse desempenho ao longo da prova e economia de corrida. Além disso, o uso de calçados avançados é citado como fator contribuidor, com efeito variável entre atletas.

Perspectivas

A marca histórica em Londres sinaliza uma convergência de fatores: fisiologia extraordinária, treino de alto volume, biomecânica favorecida por calçados de última geração, nutrição adequada e condições climáticas adequadas. A repercussão deve orientar debates sobre limites humanos em provas de longa distância.

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