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FIA mantém potência elétrica dos motores da F1 em 2026

FIA rejeita corte de potência dos motores de F‑1 em 2026, mantendo alto o nível elétrico e avaliando impactos das mudanças já em vigor, próximo ao GP de Miami

Reprodução / Fórmula 1
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  • A FIA rejeitou a proposta de reduzir a potência dos motores da Fórmula 1 em 2026, mantendo o regulamento original.
  • A ideia era diminuir a potência elétrica de cerca de 350 kW para aproximadamente 200 kW, para reduzir a dependência da gestão de energia durante as corridas.
  • A discussão ocorreu perto do GP de Miami, com as equipes não aprovando a redução proposta.
  • Os novos motores híbridos de 2026 contam com uma divisão de roughly 50% entre energia elétrica e combustão, o que gerou críticas sobre a pilotagem depender de recarga e uso de baterias.
  • A FIA já aumentou o limite de superclipping de 250 kW para 350 kW para favorecer aceleração contínua, mas sinalizou que não fará mudanças imediatas, avaliando impactos das atualizações existentes.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu manter o regulamento original dos motores da Fórmula 1 para 2026, deixando de lado a proposta de reduzir a potência elétrica dos power units. A medida foi rejeitada pelas equipes e não deve entrar em vigor no novo ciclo de regulamentos, ocorrido próximo ao GP de Miami.

Segundo informações do diretor de monopostos da FIA, a ideia era diminuir a potência elétrica de cerca de 350 kW para aproximadamente 200 kW. O objetivo era reduzir a dependência da gestão de energia ao longo das corridas, mas o conceito não avançou.

O tema surge em meio a críticas aos motores híbridos de 2026, que apresentam uma divisão próxima de 50% entre energia elétrica e combustão. Há preocupação com a maior dependência de estratégias de recarga e uso de bateria, um fenômeno conhecido como “superclipping”.

Contexto técnico

Para mitigar efeitos da nova configuração, a FIA já promoveu ajustes, como o aumento do limite de superclipping de 250 kW para 350 kW. Isso permite que os carros permaneçam em aceleração total por mais tempo sem economizar energia.

Apesar das medidas, o dirigente da FIA reconheceu que o conceito atual impõe desafios maiores do que o esperado, especialmente pelo aumento de desempenho aerodinâmico dos carros, que reduz a energia recuperada durante as frenagens.

Próximos passos

A FIA informou que o tema não está encerrado e será analisado ao longo da temporada. Mudanças adicionais foram descartadas por razões técnicas e de segurança, com a federação optando por observar o impacto das atualizações já em uso antes de qualquer intervenção futura.

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