- Com o retorno da Fórmula 1, houve mudanças no regulamento entre as temporadas, com foco em classificação e na diferença de velocidade durante a recuperação de energia.
- As alterações na classificação permitem que o carro seja levado ao limite com mais autonomia durante as voltas de qualificação.
- A recarga de bateria, reduzindo o tempo de uso do motor a combustão, busca mais segurança e evita acidentes como o envolvendo Oliver Bearman e Franco Colapinto no GP do Japão.
- O super clipping deve ficar menos perceptível, pois o regime de recarga aumenta menos tempo, reduzindo a perda de potência durante a aceleração.
- Mesmo com as mudanças, as equipes aguardam novas medidas, com vistas a potencialmente aumentar a potência do motor a combustão no futuro, possivelmente em 2028.
A Fórmula 1 retornou neste fim de semana com alterações no regulamento para 2026, anunciadas durante o intervalo de um mês de pausa. As mudanças afetam principalmente a classificação e a recarga de bateria, com foco em reduzir a diferença de velocidade entre carros durante a recuperação de energia e evitar perdas de potência em momentos decisivos.
Entre as mudanças, a classificação passa a permitir que o piloto leve o carro mais ao limite, aumentando o nível de desempenho permitido na volta. Além disso, a recarga de bateria foi ajustada para tornar o uso do motor de combustão mais curto, contribuindo para a segurança e evitando situações de alto desgaste de potência.
Outra mudança visa conter o super clipping, mecanismo pelo qual o motor a combustão recarrega a bateria durante a aceleração. Com a nova regra, o uso do motor será mais curto, reduzindo o tempo em que a potência cai durante a recuperação de energia.
O que mudou na prática
As alterações na classificação devem permitir que os pilotos explorem melhor o desempenho da máquina em cada volta, sem o mesmo temor anterior de perder tempo em trechos críticos. A revisão da recarga de bateria visa manter a potência de saída mais estável, mesmo com o andamento da energia elétrica.
Segundo analistas, as mudanças são pequenas, mas buscam atuar de forma conjunta para resolver dois pontos críticos: a forma como a classificação era disputada e as variações de velocidade entre carros na recuperação de energia. A imprensa destacou que o regulamento também busca reduzir o incômodo com o super clipping visto em trechos da corrida.
Reações e perspectivas
Ao longo do fim de semana, equipes indicaram que esperam mais alterações no regulamento, já que o uso da bateria elétrico cresceu consideravelmente em relação ao ano anterior. Andrea Stella, da McLaren, destacou que ajustes adicionais poderiam exigir mudanças no hardware para aumentar a potência do motor a combustão, com possibilidades para 2028.
O GP do Japão, palco de incidentes recentes envolvendo Bearman e Colapinto, é citado como exemplo dos impactos buscados pelas novas regras. Em meio às mudanças, a intenção é reduzir a percepção de perda de potência durante a condução, tornando a competição mais estável para pilotos e equipes.
Entre na conversa da comunidade