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Não existem atalhos para subir montanhas nem liderar, afirma artigo

Experiência de ultramaratona revela que liderança sustentável depende de disciplina, estratégia e trabalho em equipe para resultados duradouros nos negócios

O ciclismo de ultra-endurance exige preparo físico e, principalmente, estabilidade emocional
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  • O texto usa o ciclismo de ultra-endurance para ilustrar que liderança sustentável depende de disciplina, planejamento de longo prazo, resiliência e trabalho em equipe.
  • Decisões sob pressão, com informação incompleta e riscos, são comuns tanto nas provas quanto nos negócios, e erros ou desistência têm custo.
  • A consistência, não o feito excepcional isolado, é o que sustenta resultados duradouros.
  • A cooperação e equipes fortes são essenciais; vitórias não ocorrem apenas de forma individual.
  • O autor, tributarista e ex-juiz, reforça que não existem atalhos e que adaptar-se e manter o objetivo é fundamental para enfrentar desafios.

O ciclismo de ultra-endurance é apresentado como metáfora de disciplina, estratégia, resiliência e trabalho em equipe aplicados aos negócios. O texto discute como o preparo emocional é decisivo tanto nas provas quanto na gestão empresarial, especialmente em áreas complexas como direito tributário, gestão de patrimônio e fusões e aquisições.

A narrativa acompanha a experiência de um tributarista de 50 anos que comanda um escritório com atuação internacional e compete em provas de endurance, incluindo desafios de 800 quilômetros nos Alpes franceses, onde chegou a perder oito quilos. A combinação de esporte e carreira é apresentada como método, não apenas como história pessoal.

A ideia central é desmontar a percepção de que alta performance resulta de talento nato. Segundo o relato, performance sustentável vem de construção repetida, disciplina diária e manejo emocional, atributos que se aplicam tanto ao ciclismo quanto ao ambiente corporativo.

No âmbito esportivo, as condições de prova incluem dor, exaustão e imprevistos; no corporativo, decisões táticas são tomadas sob pressão, com informações incompletas e riscos relevantes. Erros e desistência podem ter consequências significativas em ambas esferas.

O autor enfatiza que a consistência é o valor-chave: não basta um dia excepcional, é preciso manter a disciplina ao longo do tempo. Dificuldades aparecem continuamente, exigindo treino mesmo sem vontade, avanço em meio ao desconforto e ajuste de rota sem abandonar o objetivo.

A cooperação é destacada como elemento essencial. Em entrevistas sobre o ciclismo, a ideia de vitória em equipe é apresentada como contrapeso à imagem de esforço individual. No ambiente de negócios, times fortes e alinhados são vistos como fundamentais para liderança sustentável.

Entre as lições destacadas está a visão de longo prazo na formulação de planejamento tributário, herança patrimonial, estratégias de M&A e gestão de patrimônio. O autor compara esse trabalho a uma prova de resistência, onde vencer depende do percurso bem executado, não da largada.

Experiências emocionais também aparecem: uma travessia de 420 quilômetros entre Santa Rita do Passa Quatro e Aparecida do Norte, ainda durante a pandemia, é descrita como oportunidade de transformar perdas pessoais em resiliência. A lição é que resistência envolve adaptação.

Ao concluir, o texto reforça que, no mundo real, assim como nas grandes subidas, não existem atalhos. A mensagem é de que resultados duradouros dependem de treino em equipe, preparação e capacidade de seguir adiante quando o plano inicial não faz mais sentido.

Alamy Candido é descrito como tributarista, ex-juiz do TIT e sócio-fundador do escritório Candido Martins Cukier, com paixão por ciclismo de montanha.

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