- O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, disse à Reuters que a Fórmula 1 deve voltar aos motores V8 até 2031.
- A ideia é ter um motor mais simples, barulhento e leve, com possibilidade de antecipar para 2030 se as fabricantes aprovarem.
- O ciclo atual de motores vai até 2031, mas mudanças podem ocorrer em 2030 se houver apoio da maioria das fabricantes.
- São seis fabricantes com direito a voto: Mercedes, Ferrari, Audi, Ford, Honda e General Motors (Cadillac a partir de 2029); quatro precisam concordar para adiantar a mudança.
- A FIA busca reduzir a dependência da parte elétrica e manter o som característico, com o V8 previsto para chegar em 2031, caso não haja acordo em 2030.
A Fórmula 1 planeja a volta dos motores V8 até 2031, segundo o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem. Em entrevista à Reuters, o dirigente afirmou que a transição pode ocorrer já no ciclo de 2030, dependendo do apoio das fabricantes.
Ben Sulayem explicou que a mudança para o V8 é tratada como inevitável, com maior chance de adesão das equipes antes de 2031. O regulamento vigente hoje prevê a adoção de motores híbridos, com combustão interna V6 associada a uma unidade elétrica.
O atual ciclo de motores, válido até 2031, pode ser antecipado se a maioria das fabricantes aprovar a modificação em 2030. Hoje, seis fabricantes têm direito a voto: Mercedes, Ferrari, Audi, Ford, Honda e General Motors (via Cadillac a partir de 2029).
A expectativa é reduzir a dependência da eletrônica, tornando o conjunto mais simples, barulhento e leve. A ideia é manter o som característico das corridas, com menor complexidade de componentes.
Para a FIA, o objetivo é facilitar a entrada de novas fabricantes e reduzir custos. A Ford e a Audi já integraram a grid sob o regulamento atual, após mudanças de divisão de potência entre motor a combustão e eletricidade.
As condições de implementação dependem das discussões com as montadoras. Se houver resistência, a FIA pode manter o regulamento atual até 2031, com a possibilidade de retrocesso apenas após consenso técnico entre as partes.
O tema ganhou maior atenção após críticas de pilotos sobre problemas de bateria e o uso de técnicas de recuperação de energia, como a prática de armazenar carga no fim das retas. A mudança para o V8 (reduzido na eletrificação) surge como resposta a esses relatos.
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