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Milhares participam do renascimento de jogo de tabuleiro centenário sul-asiático

Renovação do carrom no Reino Unido atrai centenas a encontros, conectando comunidades de distintas gerações e culturas

A crowded room of people playing carrom
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  • O carrom, jogo de origem sul-asiática, vive um surgimento no Reino Unido, com eventos em Notting Hill e Wembley atraindo grande público.
  • Em Notting Hill, 800 pessoas tentaram comprar ingresso para a noite de games, mas apenas 44 garantiram vaga.
  • Abdus Khan, 31, é fundador da Karrom, comunidade que já reúne cerca de 12.000 pessoas no Reino Unido; houve tour de superliga em Boxpark Wembley com seiscentas pessoas.
  • Jogadores como Uneeb Khalid, 39, e Varun Solan, 43, participaram da final; Zara Chechi, 29, conheceu a comunidade via Instagram e Ala El-Kurd, 30, destacou a entrada facilitada ao jogo.
  • Khan pretende levar a superliga a outras cidades do Reino Unido e do mundo, como São Francisco, Karachi e Riade, mantendo o foco na união e no compartilhamento de momentos comunitários.

O carrom, jogo de tabuleiro de origem sul-asiática, vive uma retomada na Inglaterra. Milhares buscam eventos que reunem comunidades e fãs da modalidade. O movimento mira manter vivas tradições e ampliar o alcance.

Na noite de segunda, no Dishoom Permit Room, em Notting Hill, jovens e adultos disputam rodadas entre conversas rápidas. O ambiente mistura chá, giz de carvão nas mesas e o som dos counters quando atingem o tabuleiro.

Uneeb Khalid, 39 anos, e o amigo Varun Solan, 43, disputam a final e ficam em segundo lugar. Em volta, a cena é de trânsito constante entre mesas, com partidas que recomeçam quase sem intervalo.

O impulso por trás da retomada

Fundador do Karrom, Abdus Khan, 31, lidera uma comunidade que já reúne cerca de 12 mil pessoas no Reino Unido. A demanda por eventos tem aumentos expressivos, com 800 interessados em apenas uma noite, mas 44 conseguiram vagas.

Em Wembley, o recente superlige ocorreu no Boxpark, reunindo 600 pessoas entre jogadores e espectadores. Khan vê no formato uma possibilidade de circuitos frequentes envolvendo cidades.

Sobre o jogo e o apelo social

Carrom é descrito como “jogar bilhar com os dedos”, com o objetivo de encaixar counters nas quinas do tabuleiro. A prática atravessa gerações no sul da Ásia e entre a diáspora, conectando famílias e comunidades.

Para muitos participantes, a retomada não é apenas competição. O encontro oferece espaço de convivência que, segundo relatos, estava cada vez mais raro em grandes centros urbanos.

Quem participa e por quê

Uneeb aprendeu com a avó e relata surpresa com o renascimento. Zara Chechi, 29, conheceu o movimento pelo Instagram, buscando encontros presenciais com pessoas com interesses parecidos. Ala El-Kurd, 30, valoriza a acessibilidade do esporte.

A ideia é criar uma rede maior: Khan quer expandir o superleague pelo Reino Unido e Internacionalmente, com planos de chegar a San Francisco, Karachi e Riade. A visão é transformar o carrom em um evento global.

O que acontece nos encontros

Agora, noites como essa unem pessoas de origens distintas, que compartilham o prazer do jogo em um ambiente informal. Após cada partida, o tabuleiro é limpo, biryani e chai são servidos, e as conversas continuam.

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