- Morreu na segunda-feira, dia 4, aos 100 anos, em Biarritz, França.
- Foi o segundo brasileiro a pilotar nas 24 Horas de Le Mans, disputando a prova em quatro ocasiões entre 1954 e 1959.
- Ao longo da carreira correu por Gordini e Ferrari, sendo o primeiro brasileiro a pilotar uma Ferrari no circuito de La Sarthe.
- Também foi o terceiro brasileiro a competir na Fórmula 1, com o quinto lugar no GP de Mônaco de 1956 como melhor resultado.
- Após a carreira, viveu em Biarritz desde os 35 anos, permanecendo lá até o falecimento; participou ainda de Mille Miglia e Tour de France Automobile.
Hermano “Nano” da Silva Ramos, ex-piloto brasileiro, morreu na segunda-feira (4), aos 100 anos, em Biarritz, França. O feito o tornou o segundo brasileiro a pilotar em Le Mans, prova de enduro mais tradicional do automobilismo. A morte ocorreu na cidade francesa, onde ele morava desde os 35 anos.
Nano foi um dos precursores da participação brasileira em Le Mans, competindo pela primeira vez em 1954. Ao longo de quatro participações (1954, 1955, 1956 e 1959), ele pilotou carros de equipes como Gordini e Ferrari, com o Ferrari 250 TR sendo um marco por ser o primeiro brasileiro a guiar uma Ferrari no circuito de La Sarthe.
Trajetória em Le Mans
Entre 1954 e 1959, Nano mostrou presença constante na prova, mesmo sem pódios expressivos. Além de Le Mans, atuou em Mille Miglia e Tour de France Automobile, consolidando a imagem de piloto de endurance e abrindo espaço para a futura geração brasileira na modalidade.
Vida além das pistas
Nano foi o segundo brasileiro a competir na Fórmula 1, com o quinto lugar no GP de Mônaco de 1956, maior resultado de um piloto nacional por décadas. Em 1957, o amigo Alfonso de Portago morreu na Mille Miglia, o que influenciou sua decisão de reduzir o ritmo. Mudou-se para Biarritz, onde viveu até a morte.
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