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Emprego que me mudou: aos 14, músico de basquete e batidas marcantes

De músico de basquete aos 14, transformou partidas em palco sonoro, moldando tempo, ritmo e a prática musical futura

‘My music practice was very disciplined and far removed from anything resembling “entertainment”’: Theocharis Papatrechas aged 10
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  • Aos quinze anos, Theocharis Papatrechas atuou como “músico de basquete” não oficial da equipe do irmão, ajudando a criar atmosfera nas partidas, com música entre os tempos e efeitos sonoros durante jogadas.
  • O setup era simples: laptop sobre um teclado, ligado ao sistema de som pela sala do vigia, com trechos de hits americanos e sons dos anos oitenta.
  • Em jogadas decisivas, ele usava lances sonoros para marcar o momento, incluindo faróis como “The Final Countdown” e “We Will Rock You”; em situações de arremesso ruim, entrava o “du-ba-dum”.
  • O papel surgiu de forma informal e não remunerada, em função de ser uma decisão da família, que já tinha o envolvimento com o clube Olympiakos na região de Atenas.
  • A experiência influenciou a trajetória dele, levando-o para a composição musical e, posteriormente, a obter doutorado e lecionar em uma universidade em Brisbane, com foco em timing, textura e experiência espacial do som.

Aos 14 anos, Theocharis Papatrechas atuou como músico oficial do time de basquete da família, em Atenas. O envolvimento nasceu de uma decisão familiar: o clube Olympiakos fica próximo de casa e o pai queria transformar a experiência do jogo, incluindo a música, em algo mais grandioso. Ele não buscou a posição; foi indicado pela própria família.

O espaço de atuação era simples: o garçom de segurança aceitava o laptop apoiado na bancada, ligado ao PA via cabo curto. O equipamento carregava MP3 de hits americanos, enquanto o teclado trazia efeitos dos anos 80. A função era preencher intervalos, criar clima e, às vezes, provocar risos.

Durante os tempos livres, ele pedia músicas reconhecíveis para acentuar o momento, como The Final Countdown e We Will Rock You. Em jogadas decisivas, surgiam baterias marcadas que elevavam a energia da torcida. Em falhas, alguém soltava o clássico du-ba-dum, efeito que entrava na rotina.

A experiência inicial, marcada por atrasos e improvisos, ajudou a compreender o ritmo emocional do jogo. Com o tempo, a resposta do público passou a orientar as escolhas sonoras, que passaram a contribuir para a atmosfera do jogo, sem depender da performance central.

Essa experiência, que durou dois anos, coincidiu com a transição de Papatrechas para a composição e a música eletrônica. Hoje, com doutorado e atuação como professor na Universidade de Brisbane, ele mantém o foco em timing, textura e na forma como o som molda espaços. A prática antiga continua influenciando o ensino aos alunos.

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