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Exercício que não é ciclismo nem caminhada protege o coração

Natação oferece proteção cardiovascular com baixo impacto, acessível a quem tem limitações articulares, segundo cardiologista

Foto: Reprodução/Shutterstock
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  • A natação se destaca por melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, favorecer a função vascular e ajudar na redução da pressão arterial.
  • A pressão da água sobre o corpo aumenta o retorno venoso e melhora a circulação periférica, especialmente nas pernas.
  • Pesquisas associam a prática regular de natação à redução do risco cardiovascular e à menor mortalidade por doenças cardíacas e AVC.
  • Por ter baixo impacto, é uma opção interessante para quem tem sobrepeso, dores articulares ou limitações ortopédicas.
  • O principal é manter a prática de forma constante, com 20 a 30 minutos por sessão, duas a três vezes por semana, com orientação profissional e acompanhamento médico.

A natação ganha cada vez mais espaço entre especialistas como exercício para a saúde do coração. Um cardiologista da Saint Moritz explica por que essa atividade reúne alto potencial cardiorrespiratório com baixo impacto nas articulações, beneficiando o sistema circulatório e a pressão arterial.

Segundo Dr. Wendel Issi, a água favorece o retorno venoso e melhora a circulação periférica, especialmente nas pernas. Nesse sentido, a prática regular de natação pode contribuir para a função vascular e reduzir a pressão arterial, quando acompanhada de orientação profissional.

Pesquisas associam a prática contínua da natação à menor risco de doenças cardiovasculares e à redução da mortalidade por problemas cardíacos e AVC. O endocrinologista destaca que esses resultados refletem o efeito combinado do condicionamento e da pressão hidrostática.

A natação se destaca também pela baixa demanda de esforço que costuma impactar as articulações. Por esse motivo, a atividade é indicada para pessoas com sobrepeso, dores articulares ou limitações ortopédicas, facilitando a adesão a um programa de exercícios.

Apesar dos benefícios, especialistas ressaltam que não existe superioridade absoluta da natação frente a caminhadas ou ciclismo. Caminhar continua acessível e eficiente para combater o sedentarismo, enquanto o ciclismo oferece ganho cardiovascular com menor impacto ortopédico.

O ponto central é manter constância na prática. O exercício escolhido deve caber na rotina, respeitar condições clínicas e evitar dor. O melhor resultado ocorre com regularidade, prazer e saúde preservada.

Como iniciar com segurança, orienta o cardiologista: procure avaliação clínica antes, começando com 20 a 30 minutos, duas a três vezes por semana. Busque orientação profissional na natação e informe qualquer limitação física ou desconforto. Combine com hábitos saudáveis e monitore evolução cardiovascular.

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