- Estudo publicado na Nature Communications (2026) mostra que a dieta cetogênica pode aumentar a resposta do corpo ao exercício aeróbico em camundongos com hiperglicemia.
- Animais alimentados com dieta rica em carboidratos não apresentaram grande melhoria no desempenho com treino, enquanto os alimentados com cetogênica apresentaram melhoras.
- A cetogênica, rica em gorduras e com baixos carboidratos, faz o corpo usar gordura como principal fonte de energia, normalizando o açúcar no sangue e aumentando a resposta ao exercício.
- Nos músculos, houve maior resistência, mais vasos sanguíneos, mitocôndrias mais ativas e maior uso de gordura como energia, aumentando a eficiência durante o treino.
- Os resultados são de animais, mas apontam para futuras pesquisas sobre alimentação, metabolismo e desempenho físico em humanos.
O estudo, publicado na Nature Communications em 2026, avaliou como a dieta cetogênica afeta a resposta do corpo ao exercício aeróbico. Foi liderado por Pattarawan Pattamaprapont e utilizou camundongos com níveis elevados de açúcar no sangue. O foco foi entender se a cetogênica melhora o desempenho físico.
Animais com dieta rica em carboidratos não tiveram grande ganho de performance com o treino. Já os que seguiram a dieta cetogênica apresentaram mudanças significativas na resposta ao esforço, mesmo diante de condições de hiperglicemia induzida.
A dieta cetogênica, rica em gorduras e com poucos carboidratos, induz o uso da gordura como principal fonte de energia. Entre os efeitos observados, destacam-se normalização do açúcar no sangue, melhor resposta ao exercício e maior resistência física.
Nos músculos, o protocolo cetogênico promove alterações que ampliam a eficiência durante o esforço. Foram observadas maior capilarização, mitocôndrias mais ativas e maior uso de gordura como combustível, reduzindo o uso de açúcares.
Esses resultados indicam que, em animais, a cetogênica pode facilitar a adaptação ao treino aeróbico em contextos de hiperglicemia. A reprodução dos achados em humanos exige estudos adicionais, com rigor metodológico similar.
Pesquisadores destacam a importância de entender como diferentes perfis alimentares influenciam o metabolismo durante o exercício. As conclusões devem ser verificadas em cenários clínicos e esportivos humanos antes de aplicações diretas.
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