- Senado aprovou o PL 3.167/2025 pela Comissão de Esporte, em decisão terminativa, entendimento que o texto segue para a Câmara dos Deputados, salvo recurso.
- A homenagem a Maria Lenk será incluída no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, proposta pela presidente da CEsp, Leila Barros, com parecer favorável de Mara Gabrilli.
- Maria Lenk nasceu em 1915, em São Paulo, e faleceu em 2007, no Rio de Janeiro; foi a primeira mulher sul-americana a disputar Olimpíadas, em Los Angeles, em 1932.
- Em 1936, inovou no nado peito ao recuperar os braços fora da água, contribuindo para a criação do nado borboleta, que passou a ser estilo olímpico. Em 1939, estabeleceu dois recordes mundiais nos 400 metros peito e 200 metros peito.
- Após a carreira, teve atuação acadêmica e esportiva, fundou a Faculdade de Educação Física da antiga Universidade do Brasil (atual UFRJ), dirigiu a Escola de Educação Física da UFRJ, e foi reconhecida internacionalmente; é patrona da Natação brasileira desde 2022.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (13) o projeto de lei que inclui o nome da nadadora Maria Lenk no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A decisão foi tomada pela Comissão de Esporte (CEsp) em caráter terminativo, o que evita votação no Plenário, indo diretamente à Câmara dos Deputados, salvo recurso.
A proposição, PL 3.167/2025, foi apresentada pela presidente da CEsp, senadora Leila Barros (PDT-DF), com parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). A homenagem reconhece a trajetória da atleta e seu papel na história esportiva brasileira.
A homenageada
Maria Emma Hulda Lenk Zigler nasceu em São Paulo em 1915 e faleceu no Rio de Janeiro em 2007. Em parecer, Mara Gabrilli ressalta que Lenk foi a primeira nadadora sul-americana a disputar os Jogos Olímpicos, em Los Angeles, em 1932, quando o esporte feminino ainda enfrentava resistência social.
Em Berlim-1936, Lenk inovou ao executar a recuperação dos braços fora d’água na prova de nado peito, contribuindo para o surgimento do nado borboleta como estilo olímpico. Em 1939, ela estabeleceu dois recordes mundiais nos 400m e 200m peito, tornando-se a primeira brasileira a alcançar esse feito.
A carreira olímpica de Lenk foi prejudicada pela Segunda Guerra Mundial, que interrompeu as edições de 1940 e 1944. A senadora Leila Barros destaca que a ausência de medalha não diminui a importância da atleta, cuja trajetória abriu caminhos para o esporte brasileiro.
Trajetória e legados
Após encerrar a carreira de alto rendimento, Lenk atuou como professora e foi cofundadora da Faculdade de Educação Física da então Universidade do Brasil, hoje a UFRJ. Também tornou-se a primeira mulher a dirigir a Escola de Educação Física da instituição.
Na esfera masters, Lenk acumulou recordes e medalhas, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, incluindo 40 marcas mundiais nessa categoria e cinco medalhas no Campeonato Mundial de Munique, em 2000. Em 1988, tornou-se a primeira brasileira a ingressar no International Swimming Hall of Fame.
Em 2022, Maria Lenk foi declarada Patrona da Natação Brasileira pela Lei 14.418. A proposta da CEsp entende que a homenagem preserva a memória de uma pioneira que expandiu a presença do Brasil no cenário internacional e contribuiu para ciência e educação física.
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria fica no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, e a proposta aguarda apreciação da Câmara dos Deputados.
Entre na conversa da comunidade