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Excesso, pressa e orientação inadequada provocam lesões ortopédicas em atletas

Excesso, pressa e falta de orientação elevam lesões ortopédicas; avaliação pré-participação, fortalecimento e recuperação reduzem riscos

Médico Auro Brito
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  • Excesso de intensidade nos treinos, sem preparo adequado, aumenta o risco de tendinites, lesões musculares, desgaste articular e fraturas por estresse.
  • Ignorar os sinais do corpo e treinar com dor costuma levar a lesões mais graves; dor persistente não é normal.
  • Falta de fortalecimento muscular e erros de biomecânica são fatores comuns que contribuem para problemas ortopédicos.
  • Pular aquecimento e recuperação eleva o risco de lesões; a recuperação é essencial para evolução do músculo.
  • Uso de equipamentos inadequados e retorno precoce ao esporte sem avaliação médica aumentam o risco; é importante avaliação pré-participação e evitar copiar treinos de influenciadores sem personalização.

Dores, inflamações e afastamentos do esporte vêm aumentando à medida que mais pessoas buscam performance, estética e qualidade de vida nas academias, corridas de rua, esportes de areia e modalidades de alta intensidade. O ortopedista Auro Brito aponta que muitos atletas amadores excedem limites sem preparo adequado, gerando problemas que poderiam ser evitados.

Ele explica que o corpo precisa de progressão, recuperação e orientação para suportar o aumento de carga e intensidade. O quadro costuma se manifestar com sinais como dor persistente, que não deve ser ignorada, segundo o médico.

Entre os erros mais comuns estão o aumento brusco da intensidade dos treinos e a ausência de fortalecimento muscular. Movimentos mal executados, biomecânica inadequada e falhas na técnica aparecem como fatores que elevam o desgaste articular, tendões e ligamentos.

A falta de aquecimento e de recuperação também é destacada. O aquecimento prepara músculos e articulações, enquanto o descanso permite a recuperação de microlesões provocadas pelo treino. Sono ruim e excesso de treino agravam a fadiga e a coordenação motora.

A orientação pré-participação é considerada essencial, principalmente para quem tem mais de 35 ou 40 anos, está sedentário retornando às atividades ou inicia treinos intensos. Avaliação médica e funcional ajuda a identificar desequilíbrios antes que gerem lesões.

Copiar treinos de influenciadores sem individualização é outra prática destacada. Cada corpo responde de forma diferente, levando em conta idade, histórico de lesões, mobilidade, condicionamento e composição corporal.

Retorno precoce após lesão é apontado como comportamento de risco. A transmissão segura do esporte deve seguir critérios médicos e fisioterapêuticos, conforme o ortopedista.

No fim, especialistas indicam que a maioria das lesões esportivas decorre de excesso, pressa e falta de orientação profissional, e não de acaso. A recomendação é treinar com orientação, adaptando o volume e a intensidade a cada pessoa.

Principais fatores de risco

Aro Brito destaca que a progressão mal planejada de carga é a principal etapa de risco, associada a treinamentos sem preparação de base.

Desgaste de articulações, tendões e ligamentos aparece com frequência em modalidades de impacto e exigência técnica elevada, como corrida, musculação e esportes de resistência.

Prevenção e orientação

Especialista reforça a importância de avaliação pré-participação e de ajustes de calçados e equipamentos. Profissionais devem acompanhar a evolução do atleta, ajustando treinos conforme necessidade.

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