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Hortência relembra conselho de Pelé e volta às quadras após maternidade

Hortência relembra incentivo de Pelé para retornar à basquete após a maternidade e conquista medalha em Atlanta; hoje, talvez, seria cancelada

Hortência ganhou a medalha de prata há 30 anos — Foto: André Durão
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  • Hortência voltou às quadras cinco meses após o nascimento do filho João Victor Oliva, em 1996, incentivada pelo padrinho de casamento Pelé, em busca da medalha olímpica.
  • Na Olimpíada de Atlanta, a atleta conquistou a medalha de prata, a primeira do Brasil no basquete feminino, mesmo com o desafio de treinar enquanto amamentava.
  • Em 1988, posou para a revista Playboy, justificando pela curiosidade, pelo dinheiro e para mostrar que atleta também pode ter corpo bonito; o cachê ajudou a comprar um apartamento.
  • A entrevista aborda a rivalidade com Magic Paula, a disciplina na Vila Olímpica e a lembrança de Fidel Castro tentando interromper o aquecimento em Havana, em 1991.
  • Hortência destaca a importância do planejamento familiar, a volta aos jogos após a maternidade e o orgulho pela medalha olímpica, sem se deixar levar pela pressão externa.

Hortência Marcari, conhecida como a Rainha do basquete, relembra a trajetória que a levou de mãe a medalhista olímpica. Em 1996, após dar à luz João Victor Oliva, ela decidiu retornar às quadras em cinco meses, disputando as Olimpíadas de Atlanta com o incentivo de Pelé, padrinho de casamento.

A decisão ocorreu após uma atuação frustrante em Barcelona, quando a seleção feminina não chegou ao pódio. O apoio de Pelé foi decisivo para Hortência seguir jogando e buscar uma medalha olímpica que ajudaria a consolidar sua carreira.

Mesmo com a maternidade recente, a atleta avaliou que o retorno não a afastaria do objetivo. Ao longo dos anos, o foco permaneceu na preparação, no entrosamento da equipe e na medalha conquistada ontem, fortalecendo a história do basquete feminino no Brasil.

Volta às quadras após a maternidade

Cinco meses após o nascimento do filho, Hortência integrou a equipe para Atlanta 1996 e ajudou o Brasil a conquistar a prata, primeira medalha do país nessa modalidade. Ela admite ter jogado em cerca de 80% do seu condicionamento, mas reconhece o peso de retornar tão cedo e ainda assim contribuir para o alcance do resultado.

Antes dessa fase, a jogadora já havia rompido barreiras ao estrear na revista Playboy em 1988. Naquela época, o basquete ainda era visto como esporte masculino, e o ensaio visava ampliar a visibilidade da atleta, além de financiar projetos. O cachê permitiu a compra de um apartamento no Morumbi.

Bastidores, rivalidade e foco

Hortência descreve a relação com Magic Paula como uma mescla de rivalidade e parceria ao longo de 22 anos de carreira. Ela relembra episódios de concentração na Vila Olímpica e comenta a presença de figuras políticas, como Fidel Castro, sem que isso interrompesse o ritmo de treino da equipe.

A atleta também analisa a pressão estética atual e afirma ter seguido caminhos de naturalidade, incluindo pequenas intervenções. Ela ressalta a importância de manter o foco nos treinos e nas metas, sem se deixar levar pela fama ou pela crítica.

Legado, família e decisões

Entre vitórias e momentos difíceis, Hortência fala sobre o equilíbrio entre carreira e vida pessoal. Ela detalha o planejamento para conciliar maternidade e competição, destacando que escolhas realizadas, como retornar às Olimpíadas, foram pensadas para preservar a qualidade do desempenho da equipe.

No final, a atleta reforça que a medalha olímpica permanece como símbolo de sua trajetória, mostrando que decisões difíceis, tomadas com apoio da família, contribuíram para uma carreira lembrada pela técnica, pelo profissionalismo e pela liderança dentro de quadra.

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