- Honda registrou prejuízo anual de US$ 2,68 bilhões (423 bilhões de ienes), o pior resultado desde a abertura de capital, em 1957.
- Mesmo com o déficit, a Honda garante que a Honda Racing Corporation (HRC) e o projeto na Fórmula 1 não serão afetados.
- O prejuízo, anunciado em seguida à previsão de março, foi confirmado na última quinta-feira e é pior do que o registrado durante a pandemia.
- A fabricante suspendeu um investimento de US$ 11 bilhões em veículos elétricos e baterias no Canadá, com mudanças estratégicas no setor automotivo.
- No paddock da Fórmula 1, a Honda recuou parte das metas de eletrificação; o chefe da F1, Stefano Domenicali, defende mais equilíbrio entre eletrificação e motores de combustão, e o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que motores V8 movidos a combustíveis sustentáveis podem retornar já em 2030, com implementação pela FIA a partir de 2031.
A Honda anunciou o primeiro prejuízo anual em 70 anos, somando US$ 2,68 bilhões. O resultado, divulgado em meio à crise financeira, é o pior já registrado pela empresa desde 1957, quando abriu o capital na bolsa. A repercussão não atingiu a Honda Racing Corporation (HRC) nem o projeto da Fórmula 1.
O prejuízo foi confirmado após a previsão feita em março e corresponde a 423 bilhões de ienes. O desempenho ficou acima do registrado durante a pandemia, período em que a empresa shiftou para eletrificação e encerrou a participação na F1 no final de 2021.
Apesar dos números, a Honda diz não haver impacto direto nas atividades do automobilismo. A empresa informou que a HRC não sofreu efeitos relevantes, mesmo diante de mudanças estratégicas no setor, como a suspensão de um investimento de US$ 11 bilhões no Canadá para veículos elétricos e baterias.
Contexto estratégico na F1
Na Fórmula 1, a Honda sinaliza recuo parcial de metas de eletrificação e adiamento de alguns objetivos ligados a veículos elétricos. Tais ajustes ocorrem em meio a debates sobre o equilíbrio entre motores elétricos e de combustão na categoria.
O CEO da F1, Stefano Domenicali, afirmou que o regulamento atual pode ter ouvido demais as montadoras, mas que há espaço para um novo equilíbrio entre eletrificação e motores de combustão mais potentes. A FIA pode avançar nesse caminho, segundo ele.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, informou que os motores V8 devem retornar com combustíveis sustentáveis, possivelmente já em 2030. A instituição sugeriu que, a partir de 2031, terá autonomia para implementar os novos motores sem depender de autoridades externas.
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