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Acidentes graves na MotoGP geram repercussões

Acidentes graves no GP da Catalunha geram hospitalizações e críticas à gestão de segurança e à decisão de relargadas

Batida em GP da Catalunha que levou Álex Márquez ao hospital (Foto: Daniel Ballarin / AFP)
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  • O Grande Prêmio da Catalunha de MotoGP teve acidentes graves que resultaram em hospitalizações, com críticas à condução da segurança.
  • Álex Márquez sofreu queda após colisão com o líder da prova, Pedro Acosta; quebrou a clavícula direita e houve fratura vertebral, passando por cirurgia e sendo transferido para Madri para recuperação.
  • Johann Zarco também sofreu lesões após o acidente, sendo atingido no pé por detrito; na relargada, envolveu três motos com Francesco Bagnaia e Luca Marini, com lesões nos ligamentos do joelho esquerdo e pequena ruptura da fíbula.
  • A direção autorizou uma segunda relargada depois de duas interrupções por bandeira vermelha, gerando polêmica entre pilotos e equipe.
  • Pilotos, como Pedro Acosta e Jorge Martín, criticaram a decisão de voltar à pista, destacando que a saúde vem antes do espetáculo.

O Grande Prêmio da Catalunha de MotoGP, realizado no último domingo, acumulou acidentes graves que resultaram em hospitalizações. A corrida foi marcada por críticas à condução de segurança da prova após as colisões e pela decisão de manter a relargada após duas interrupções por bandeira vermelha.

Álex Márquez sofreu uma queda violenta ao atingir o líder Pedro Acosta, cujo motociclo apresentou falha elétrica súbita. Márquez quebrou a clavícula direita e sofreu uma fratura vertebral, necessitando de cirurgia e traslado para Madri para recuperação. Como consequência, Johann Zarco, que vinha pouco atrás, foi atingido no pé por detrito gerado pelo acidente.

Logo após a relargada, Zarco esteve envolvido em um novo acidente com Francesco Bagnaia e Luca Marini. Zarco acabou com a perna presa na Ducati de Bagnaia e teve lesões nos ligamentos cruzados anterior e posterior, no menisco medial do joelho esquerdo e uma pequena ruptura da fíbula no tornozelo.

Após duas interrupções por bandeira vermelha, a direção autorizou uma segunda relargada, gerando críticas entre os pilotos. Jorge Martín contestou a decisão após sofrer queda em toque com Raúl Fernández logo após a segunda relargada. Pedro Acosta, ileso na batida com Márquez, também criticou a necessidade de retornar à pista, destacando que a saúde deve ser prioridade.

Zarco, principal envolvido no segundo acidente, reconheceu prejudicial a continuidade da prova. Em entrevista ao L’Équipe, ele relatou arrependimento por ter participado da segunda largada devido a dor no pé esquerdo, agravada pela sequência de queda. O piloto afirmou que deveria ter desistido do restante da corrida para evitar riscos adicionais.

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