- Grupo de tenistas de ponta vai organizar protesto à imprensa no French Open por mudanças no prêmio em dinheiro.
- A estratégia inclui limitar a entrevista coletiva a dez minutos, seguidos de uma entrevista em vídeo de cinco minutos.
- Jogadores devem recusar entrevistas no dia da imprensa do torneio com a FFT e com os detentores de direitos TNT Sports e Eurosport, apenas por um dia.
- A FFT afirmou que está disposta a dialogar e marcou reunião para sexta-feira, vinte e dois de maio, com representantes; Moretton e Amélie Mauresmo devem participar.
- O prêmio total do French Open de 2026 é de 72,3 milhões de dólares, representando quinze por cento da receita; grupo busca elevar para vinte e dois por cento.
A comunidade de tenistas de elite planeja um protesto midiático durante o Aberto da França. O movimento, que defende aumento de prêmios e outras reformas, inclui nomes como Aryna Sabalenka e Coco Gauff. O objetivo é chamar atenção para a distribuição de receitas dos Grand Slams.
Os jogadores vão interromper rapidamente as entrevistas pré-torneio, segundo uma fonte que pediu anonimato para proteger relações. A ideia inicial era de 15 minutos de conferência de imprensa, mas foi ajustada para 10 minutos, seguidos de uma entrevista em vídeo de 5 minutos.
O protesto ocorre na esteira de discussões iniciadas na Itália, com o grupo defendendo que os torneios distribuam cerca de 22% da receita aos atletas, ante a média de 15% hoje. A meta é alinhar os valores aos padrões de eventos conjunto da ATP e WTA.
Estrutura e participação
No French Open, que começa no domingo, os jogadores também vão recusar entrevistas com a Federação Francesa de Tênis (FFT) e com os direitos de transmissão TNT Sports e Eurosport por um dia. A medida é temporária e restrita ao dia de abertura.
A FFT respondeu formalmente, lamentando a decisão e destacando a importância dos jogadores para o torneio. A federação confirmou a possibilidade de reuniões para tratar de governança e de ampliar a participação dos atletas nas decisões.
As negociações incluem a possibilidade de criação de um Conselho de Jogadores de Grand Slam. Estão programadas conversas entre representantes do grupo, o presidente da FFT, Gilles Moretton, e a diretora do Roland Garros, Amélie Mauresmo. Assessores de carreira seguem em Paris para as tratativas.
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