- O Muro dos Campeões, na saída da última chicane do Circuito Gilles Villeneuve, ficou famoso após a temporada de 1999, quando três campeões mundiais bateram nele durante a corrida.
- David Coulthard explica que a entrada dos boxes fica logo antes da curva final e pode surpreender os pilotos na passagem pela chicane.
- Segundo o ex-piloto, quando um carro à frente entra nos boxes, o que vem atrás pode interpretar como uma falha nos freios durante a frenagem.
- A combinação de forte desaceleração e perda de pressão aerodinâmica deixa o carro instável, aumentando o risco de erros e de contato com a zebra da curva.
- Em caso de erro, o contato com a zebra esquerda pode fazer o carro quicar rumo ao muro; se a curva for feita com perfeição, o piloto pode acelerar próximo à barreira antes da linha de chegada.
David Coulthard, ex-piloto de F1, explicou por que o Muro dos Campeões, no GP do Canadá, é tão brutal. O trecho fica na saída da última chicane do Circuito Gilles Villeneuve, que ganhou o apelido após a corrida de 1999, quando Schumacher, Hill e Villeneuve bateram nele.
Em entrevista ao podcast Up To Speed, ele aponta a entrada dos boxes, pouco antes da curva final, como fator de surpresa para pilotos. Quando o carro da frente entra nos boxes, quem vem atrás pode frear tarde e errar.
A forte desaceleração, associada à perda de pressão aerodinâmica, aumenta a instabilidade no trecho. O contato com a zebra esquerda pode fazer o carro quicar em direção ao muro de concreto na saída da chicane.
“É uma situação interessante, você chega à curva em alta velocidade, com chances de pole, ou de perder o carro,” afirmou Coulthard.
Contexto histórico
Coulthard relembrou que, mesmo com aperfeiçoamentos, a curva já levou grandes nomes da F1 a encostar no muro, citando Schumacher, Mika Häkkinen e Lewis Hamilton. O ponto segue sendo uma das curvas mais desafiadoras do circuito.
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