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Grávidas podem praticar exercícios físicos, segundo especialistas

Prática regular de exercícios na gravidez é indicada com orientação médica, beneficiando mãe e bebê e potencialmente facilitando o parto

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  • Exercícios na gravidez, quando orientada, podem beneficiar mãe e bebê, melhorando circulação, controle de peso, humor, sono e reduzindo riscos como diabetes gestacional e hipertensão.
  • Atividades de baixo impacto são indicadas: caminhadas, hidroginástica, natação, pilates para gestantes, yoga e musculação leve.
  • O primeiro passo é conversar com o obstetra; algumas condições médicas contraindicam exercícios e esportes de alto impacto devem ser evitados.
  • No pós-parto, retomar a atividade física deve ser gradual, com liberação médica; normal: pós cerca de quatro a seis semanas; cesárea: prazo maior, com foco na recuperação do assoalho pélvico e do core.
  • Na academia, adapte conforme o condicionamento e a fase da gestação; evite exercícios que pressionem a parede abdominal e fique atento à frequência cardíaca, com orientação profissional por trimestre.

Grávidas podem manter atividades físicas durante a gestação, desde que haja acompanhamento médico adequado. Especialistas ressaltam que, com orientação, a prática pode reduzir inchaço, desconfortos e favorecer um parto mais tranquilo, sem exigir sedentarismo.

O tema é apresentado pela ginecologista Julia Alencar, que destaca benefícios para mãe e bebê: melhora da circulação, controle do peso, menor risco de diabetes gestacional e hipertensão, além de alívio de dores nas costas e sono mais estável. A prática também pode acelerar o parto e favorecer a recuperação.

Como escolher as atividades: opções de baixo impacto são indicadas, como caminhadas, hidroginástica, natação, pilates para gestantes, yoga e musculação leve. A recomendação é manter ritmo adequado e respeitar os limites do corpo, sempre com orientação profissional.

Antes de começar ou manter exercícios, o obstetra deve ser consultado. Condições médicas podem contraindicar atividades, como sangramentos, risco de parto prematuro, placenta prévia, hipertensão grave e doenças cardíacas ou pulmonares não controladas. Esportes de alto impacto devem ser evitados.

No período pós-parto, a reinserção à atividade física ocorre de forma gradual e com liberação médica. Partos normais costumam permitir retorno leve entre 4 e 6 semanas; cesáreas exigem maior tempo, respeitando a cicatrização. Foco na recuperação do assoalho pélvico e fortalecimento abdominal.

No treino em academia, o condicionamento prévio determina o que é adequado. Caso a gestante já tenha costume com exercícios, pode manter parte da rotina, desde que não haja pressão excessiva na parede abdominal. A frequência cardíaca deve ser monitorada, com apoio de medidor.

Cuidados especiais ao longo dos trimestres são destacados por profissionais. O acompanhamento deve ser feito por profissional capacitado para gestantes. Evita-se depender de memórias de treino e prioriza-se organização para reduzir risco de lesões.

Primeiro trimestre: treino suave, sem novidades, com frequência cardíaca moderada. Segundo trimestre: manter o que a gestante já faz, observando o pulso para não exceder limites com duração prolongada. Terceiro trimestre: reduzir cargas para proteger a lombar e respeitar o centro de gravidade.

A partir do sétimo mês, evita-se ficar muito tempo de barriga para baixo, para não comprimir a veia cava. Essa posição pode dificultar o retorno sanguíneo e aumentar desconforto, com potencial impacto ao bebê.

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